JPP contra maiorias absolutas considera positivo ‘geringonça’

O partido JPP manifesta-se contra maiorias absolutas e considera positiva a solução encontrada por António Costa nos últimos quatros anos de apoio parlamentar nos partidos de esquerda.

JPP contra maiorias absolutas considera positivo 'geringonça'

JPP contra maiorias absolutas considera positivo ‘geringonça’

O partido JPP manifesta-se contra maiorias absolutas e considera positiva a solução encontrada por António Costa nos últimos quatros anos de apoio parlamentar nos partidos de esquerda.

“Para nós é sempre muito negativo existir uma maioria absoluta. Nesse sentido, nós defendemos e esperamos que se mantenha este ambiente, esta dinâmica de diálogo e de concertação na Assembleia da República”, disse a cabeça de lista do JPP pela Madeira, Lina Pereira, em entrevista à agência Lusa.

Candidato a 10 círculos, o JPP concorre pela segunda vez às eleições legislativas e quer fazer chegar à Assembleia da República a experiência adquirida nos últimos quatro anos no parlamento da Madeira, onde tem cinco deputados, bem como na presidência da câmara de Santa Cruz.

Lina Pereira considera positivo o apoio da maioria parlamentar de esquerda ao Governo do PS, a chamada ‘geringonça’, tendo em conta “o constante trabalho de negociações e de diálogo entre diferentes ideologias”.

A candidata do JJP justifica esta opinião de estar contra maiorias absolutas pela experiência na Madeira ao longo de 40 anos, que não tem permitido, “de forma nenhuma, que se proponha diplomas e projetos diferentes”.

O JPP candidata-se às eleições de 06 de outubro para “realmente mostrar que existem outras formas de fazer e de estar na política” e para resolver os “problemas práticas do dia a dia das pessoas”.

“Sem dúvida que qualquer pessoa que se candidata, o objetivo final é a eleição, mas a nossa principal motivação, mais do que eleição, é realmente mostrar que existem outras formas de fazer e de estar na política, é mostrar que existem outras realidades, outros trabalhos, outras formas de pensar e outras formas de executar aquilo que são os direitos dos cidadãos” disse.

Lina Pereira sustentou que o JPP “claro que quer eleger, mas, se não conseguir chegar à Assembleia da República depois de 06 de outubro, “pelo menos”, vai dar a conhecer o seu trabalho.

Consciente de que o JPP tem uma visibilidade diferente na Madeira, onde atualmente é a terceira força política mais votada a seguir ao PSD e ao CDS-PP, a candidata frisou que a motivação do partido “é poder participar de uma forma mais alargada”, tendo como objetivo crescer, mas de “forma gradual e consolidada”.

“A principal preocupação no Juntos Pelo Povo, enquanto partido, e por termos tido o movimento associativo na base da formação, são essencialmente as pessoas, não se discute ideologias. Aquilo que se discute essencialmente e que temos como foco são as pessoas e a resolução de problemas práticos para o dia a dia das pessoas”, destacou.

O JJP não apresenta uma bandeira para as legislativas, sustentando Lina Pereira que tudo é importante”, mas considera fundamentais as questões do ambiente e recursos naturais, que estão também relacionados com o próprio setor da economia.

“As energias renováveis iriam promover a empregabilidade, e isto era uma injeção na economia e na própria segurança social, porque, hoje em dia, isto é algo que também tem de ser pensado e repensado, as formas de financiamento da segurança social”, afirmou.

Nesse sentido, salientou que a reforma mais urgente é a da segurança social.

“Tendo em consideração aquilo que são as necessidades mais imediatas e tendo em conta a tendência que é o envelhecimento demográfico da população, penso que a reforma da segurança social é talvez aquela que neste momento precisa realmente de grandes alterações”, explicou.

CMP // ACL

By Impala News / Lusa

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