João Leão mantém confiança na aprovação do Orçamento do Estado para 2022

O ministro das Finanças voltou a manifestar-se confiante na aprovação do OE2022, reforçando que o Governo está disponível para dialogar com os partidos, num quadro de “responsabilidade”.

João Leão mantém confiança na aprovação do Orçamento do Estado para 2022

João Leão mantém confiança na aprovação do Orçamento do Estado para 2022

O ministro das Finanças voltou a manifestar-se confiante na aprovação do OE2022, reforçando que o Governo está disponível para dialogar com os partidos, num quadro de “responsabilidade”.

Lisboa, 12 out 2021 (Lusa) – O ministro de Estado e das Finanças voltou hoje a manifestar-se confiante na aprovação do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), reforçando que o Governo está disponível para dialogar com os partidos, num quadro de “responsabilidade”.

A posição de João Leão foi transmitida esta noite durante uma entrevista à TVI, depois de o PCP e o BE terem esta tarde anunciado um provável voto contra a proposta de OE2022, entregue no parlamento na segunda-feira, caso não haja mudanças.

“Teria muita dificuldade em entender que um orçamento, numa fase tão decisiva para o país, não fosse viabilizado no parlamento”, afirmou o ministro das Finanças.

João Leão sublinhou que ambos os partidos “referiram que estavam disponíveis para dialogar com o Governo até à aprovação” final do OE2022 e garantiu que o Governo está disponível para negociar “dentro de um quadro de soluções positivas e de responsabilidade para o país”.

Segundo disse, agora existe “um contexto mais favorável do que no ano anterior” que foi marcado pela pandemia de covid-19, estando prevista uma “melhoria dos salários dos trabalhadores”.

“Estou convencido de que este é um orçamento muito bom para os portugueses”, reforçou o ministro das Finanças.

O grupo parlamentar do PCP anunciou hoje que a proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), como está atualmente, conta “com o voto contra” do partido, sustentando que “não dá sinais” para resolver os problemas do país.

“Na situação atual, considerando a resistência do Governo até este momento em assumir compromisso em matérias importantes além do Orçamento e também no conteúdo da proposta de Orçamento que está apresentada, ela conta hoje com a nossa oposição, com o voto conta do PCP”, disse o líder da bancada comunista, João Oliveira.

O também membro do Comité Central do PCP acrescentou que a proposta de OE2022 “devia estar inserida nesse sentido geral da resposta aos problemas” do país, mas, “não só o Orçamento não se insere nele, como o Governo não dá sinais de querer assumir esse caminho”.

Já a líder do BE considerou hoje que a proposta de Orçamento do Estado para 2022 é “um balde de água fria” e advertiu que, “neste momento”, o partido não pode viabilizar um documento em que não reconhece “propostas fundamentais”.

Catarina Martins disse que o BE procurará, “todos os dias, até ao último dia”, perceber se “é possível haver uma negociação que avance” mas avisou: “Neste momento, confesso, o Orçamento do Estado que foi entregue é, desse ponto de vista, um autêntico balde de água fria e não responde a nenhuma das áreas que o Bloco de Esquerda determinou como fundamentais e que o país compreende como fundamentais”.

Falando aos jornalistas em Setúbal sobre a proposta de OE2022 apresentada hoje pelo Governo, a coordenadora nacional bloquista declarou que “o Bloco de Esquerda não vai viabilizar um Orçamento do Estado em que não reconhece propostas fundamentais” nas áreas da saúde, pensões e nas questões laborais.

O Governo entregou na segunda-feira à noite, na Assembleia da República, a proposta de OE2022, que prevê que a economia portuguesa cresça 4,8% em 2021 e 5,5% em 2022.

A taxa de desemprego portuguesa descerá para os 6,5% no próximo ano, “atingindo o valor mais baixo desde 2003”, segundo o Governo.

A dívida pública deverá atingir os 122,8% do PIB em 2022, face à estimativa de 126,9% para este ano.

O primeiro processo de debate parlamentar do OE2022 decorre entre 22 e 27 de outubro, dia em que será feita a votação, na generalidade. A votação final global está agendada para 25 de novembro, na Assembleia da República, em Lisboa.

DF (AFE/GR)// JNM

By Impala News / Lusa

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