Joacine rejeita desvinculação do Livre e promete cumprir o que lhe foi mandatado

Joacine Moreira garantiu que é «impossível» desvincular-se do Livre após recente polémica

Joacine rejeita desvinculação do Livre e promete cumprir o que lhe foi mandatado

Joacine rejeita desvinculação do Livre e promete cumprir o que lhe foi mandatado

Joacine Moreira garantiu que é «impossível» desvincular-se do Livre após recente polémica

A deputada única do Livre, Joacine Katar Moreira, garantiu este domingo, 24 de dezembro, que é «absolutamente impossível» desvincular-se do partido depois da recente polémica com abstenção num voto sobre Gaza, deixando claro que vai «cumprir absolutamente» o que lhe foi mandatado.

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À entrada para a Assembleia do Livre, que hoje à tarde se reúne na sede do partido, em Lisboa, um dia depois de uma troca de comunicados entre a direção e a deputada sobre uma votação no parlamento a propósito da situação em Gaza, Joacine Katar Moreira começou por dizer aos jornalistas que não ia fazer «nenhum comentário».

No entanto, quando questionada sobre a possibilidade de se desvincular do Livre, a deputada do partido foi perentória ao rejeitar esta hipótese, considerando ser «absolutamente impossível».

«É aqui onde eu hei de estar, é aqui onde eu estou e aqui onde irei obviamente cumprir absolutamente o que me foi mandatado», disse apenas, entrando depois na sede do partido, sem mais comentários. A reunião de hoje já estava marcada e a ordem de trabalhos, entre outras matérias, «tem um ponto de discussão sobre os trabalhos parlamentares».

Abstenção de voto de deputada foi alvo de acusações por parte da direção do Livre

A Assembleia da República aprovou, na sexta-feira, um voto do PCP de «condenação da nova agressão israelita a Gaza», que contou com a abstenção da deputada única do Livre. No sábado de manhã, o partido fundado por Rui Tavares manifestou preocupação com o voto da sua deputada «em contrassenso» com o programa e as posições do Livre, de acordo com um comunicado do Grupo de Contacto, a direção do partido.

Em resposta, Joacine Katar Moreira atribuiu o sentido do seu voto a uma «dificuldade de comunicação» com a direção do Livre, afirmando terem sido «três dias de contacto infrutífero», e mostrou-se surpreendida com a posição do partido.

Posteriormente, Pedro Nunes Rodrigues, da direção do Livre, assegurou à Lusa que nunca foi pedido pelo gabinete de Joacine Katar Moreira qualquer apoio específico no voto sobre a Palestina, mas adiantou que o partido continuará a trabalhar com a deputada «para que a legislatura corra da melhor forma, sem problemas de comunicação».

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