Jerónimo responde com sorriso à tese do voto útil de Catarina Martins

O secretário-geral do PCP respondeu hoje com um sorriso à posição do BE de que o voto útil à esquerda contra a maioria absoluta do PS é nos bloquistas e pediu um reforço da votação na CDU.

Jerónimo responde com sorriso à tese do voto útil de Catarina Martins

Jerónimo responde com sorriso à tese do voto útil de Catarina Martins

O secretário-geral do PCP respondeu hoje com um sorriso à posição do BE de que o voto útil à esquerda contra a maioria absoluta do PS é nos bloquistas e pediu um reforço da votação na CDU.

Questionado sobre o que pensa da afirmação de Catarina Martins, hoje em entrevista à Lusa, de que o voto útil dos socialistas nas legislativas de 06 de outubro que não querem maioria absoluta do PS é no BE, Jerónimo de Sousa respondeu: “Não acho nem deixo de achar. O Bloco lá saberá porque é que diz ou não”.

Depois de uma visita matinal ao Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, o líder dos comunistas insistiu no reforço da votação na CDU, a coligação integrada pelo PCP, PEV e independentes, para travar uma eventual maioria absoluta dos socialistas e enumerou alguns riscos.

Se ficar “de mãos livres” após as eleições, Jerónimo de Sousa afirmou-se preocupado que o PS “negue algumas das alterações positivas que se verificaram na vida dos portugueses” nos últimos quatro anos, durante o governo minoritário do socialista António Costa, com o apoio parlamentar da esquerda.

O secretário-geral comunista deu o exemplo das declarações à TSF do ministro das Finanças, Mário Centeno, a defender uma maioria absoluta para “conseguir mais rápido os objetivos” do Governo.

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, defende que nas eleições legislativas o voto útil dos socialistas que não querem maioria absoluta é no BE, considerando que o crescimento do partido que lidera “pode ser o fator decisivo” para a impedir.

As maiorias absolutas foram um dos temas da entrevista de Catarina Martins à agência Lusa, na qual a líder do BE insiste na ideia de que “uma maioria absoluta é perigosa”, até “pelas experiências passadas” que Portugal teve com este tipo de resultado eleitoral, um perigo que “toda a gente reconhece”, incluindo o primeiro-ministro, António Costa.

“Se há um voto útil dos socialistas que não querem maioria absoluta nestas eleições é no Bloco de Esquerda”, sugere.

NS (JF) // FPA

By Impala News / Lusa

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