Jerónimo de Sousa diz que reforço do PS é travão a “soluções de progresso”

O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, pediu hoje que se “desfaçam as ilusões” quanto ao prosseguimento de “soluções de progresso” para o país se a correlação de forças se alterar a favor do PS.

Jerónimo de Sousa diz que reforço do PS é travão a

Jerónimo de Sousa diz que reforço do PS é travão a “soluções de progresso”

O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, pediu hoje que se “desfaçam as ilusões” quanto ao prosseguimento de “soluções de progresso” para o país se a correlação de forças se alterar a favor do PS.

Para Jerónimo de Sousa, Portugal ultrapassou “um primeiro obstáculo, o afastamento da solução mais retrógrada e agressiva da política de direita, mas não se derrotou ainda a política de direita de submissão à união europeia e ao grande capital”.

Esse obstáculo, alertou, “permanece pelas opções do PS que, numa alteração do quadro de correlação de forças a seu favor, se traduzirá em novas e fortes resistências ao avanço de soluções de progresso para o país”.

Portugal precisa, por isso, de “desfazer as ilusões”, frisou o secretário-geral comunista, que falava no Porto, durante um comício de comemoração do 98.º aniversário do PCP.

No seu discurso, o líder do PCP acusou o governo do PS, “com apoio do PSD e CDS”, de não só manter “intactos a estrutura e o domínio dos grupos económicos sobre os setores estratégicos e sobre o conjunto de economia nacional”, como “de continuar a canalizar avultados recursos do país em seu benefício”.

São “recursos que se esvaem para o estrangeiro em dividendos, mas também em juros de uma dívida pública que se impunha renegociarmos. São 100 mil milhões de euros consumidos só em juros desde adesão ao euro, que faltam ao país para promover o desenvolvimento dos seus fatores produtivos”, disse.

“Mas”, observou, “enquanto falta dinheiro para investir no desenvolvimento do país, não falta à banca e aos banqueiros, ao grande capital económico e financeiro”, já que 17 mil milhões de euros foram “enterrados nos negócios fraudulentos da banca”.

E, na sua leitura, “não vai ficar por aqui, como vamos vendo com a fatura que o Novo Banco a apresentou esta semana para o país para pagar”.

Militantes e simpatizantes do PCP encheram, na tarde de hoje, o Teatro Municipal Rivoli, no Porto, para um comício comemorativo do 98.º aniversário do PCP, sob o lema “Com os trabalhadores e o povo — Democracia e Socialismo”.

Falando também neste comício, o cabeça-de-lista pela CDU às eleições europeias, João Ferreira, disse que PS, PSD e CDS-PP vão envolver-se num “campeonato” para “ver quem defende melhor a submissão do país aos interesses de Bruxelas”, sustentando que “está nas mãos de cada um dar força a uma política alternativa”, a do PCP, para “fazer frente a essa submissão”.

A CDU já divulgou os seus primeiros cinco candidatos ao parlamento de Estrasburgo, na qual se incluem três mulheres.

“Uma situação única, uma singularidade”, elogiou João Ferreira.

JGJ // JPS

By Impala News / Lusa

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