Irlanda do Norte diz que exigências de Londres podem provocar rotura com UE

O ministro irlandês dos Negócios Estrangeiros, Simon Coveney, advertiu hoje que as exigências do Reino Unido em relação ao protocolo da Irlanda do Norte após o Brexit podem gerar “um rompimento das relações” com a União Europeia (UE).

Irlanda do Norte diz que exigências de Londres podem provocar rotura com UE

Irlanda do Norte diz que exigências de Londres podem provocar rotura com UE

O ministro irlandês dos Negócios Estrangeiros, Simon Coveney, advertiu hoje que as exigências do Reino Unido em relação ao protocolo da Irlanda do Norte após o Brexit podem gerar “um rompimento das relações” com a União Europeia (UE).

O chefe da diplomacia de Dublin emitiu esta posição em mensagem na sua conta da rede social Twitter depois de Londres reiterar que deseja eliminar o papel atualmente atribuído no processo ao Tribunal de Justiça Europeu, e com o qual o Reino Unido concordou em 2019.

No seu ‘tweet’, Coveney sugere que a atual posição britânica não ajudará a resolver os problemas práticos decorrentes do protocolo, desenhado para evitar fronteiras físicas entre as duas irlandas.

Para o ministro irlandês, a “verdadeira questão” é esta: “será que o governo do Reino Unido realmente deseja [encontrar] uma forma consensual de avançar ou uma nova ruptura nas relações [com a UE)]?”

Numa resposta aos comentários do Coveney, o secretário de Estado britânico para Brexit, David Frost, afirmou que prefere “não negociar no Twitter”.

Segundo avança a agência EFE, o mesmo secretário de Estado vai abordar o assunto num discurso a proferir na terça-feira em Lisboa. Previsivelmente defenderá que é necessário eliminar a função do Tribunal de Justiça Europeu para que o protocolo seja mantido.

Embora Londres tenha concordado com essa função há dois anos, agora quer eliminá-la e ter um árbitro independente para resolver as disputas.

Bruxelas vai publicar as suas propostas para reformar o protocolo na quarta-feira e espera-se que elas se concentrem em como resolver as questões práticas que o movimento de produtos da Grã-Bretanha para a província britânica agora levanta.

JGJ // EA

By Impala News / Lusa

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