Inflação no Brasil fecha 2019 em 4,31% e ultrapassa centro da meta do Governo

A inflação no Brasil fechou o ano de 2019 em 4,31%, ultrapassando o centro da meta estabelecida pelo Governo do país de 4,25%, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Inflação no Brasil fecha 2019 em 4,31% e ultrapassa centro da meta do Governo

Inflação no Brasil fecha 2019 em 4,31% e ultrapassa centro da meta do Governo

A inflação no Brasil fechou o ano de 2019 em 4,31%, ultrapassando o centro da meta estabelecida pelo Governo do país de 4,25%, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Embora tenha superado o centro da meta, o aumento de preços no país permaneceu dentro do limite de variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) brasileiro.

O aumento nos alimentos impulsionou a elevação dos preços, registando uma subida de 6,37% no ano.

Neste grupo, a mais importante contribuição para a inflação foi registada pelas carnes, cujos preços dispararam no mercado interno devido ao aumento das exportações para a China e à desvalorização da moeda brasileira, o real.

“O destaque ficou com as carnes, cuja variação acumulada no ano foi de 32,40%, com a maior parte do aumento nos preços concentrada no último bimestre (27,61%)”, frisou num comunicado Pedro Kislanov.

O gestor da pesquisa do IBGE acrescentou: “Pesou também a alta nos planos de saúde (8,24%), por conta do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. A alimentação fora do domicílio também influenciou o índice, em função do aumento das carnes”.

Segundo o órgão de análise estatal, dos nove grupos de despesa pesquisados, apenas artigos de residência tiveram deflação (-0,36%) em 2019.

Os restantes grupos apresentaram uma subida, destacando-se a alimentação e bebidas (6,37%), habitação (3,9%), vestuário (0,74%), transportes (3,57%), saúde e cuidados pessoais (5,41%), despesas pessoais (4,67%), educação (4,75%) e comunicação (1,07%).

Em dezembro, a inflação no Brasil acumulou um aumento de 1,15%, a maior desde 2002 quando o índice ficou em 2,10%.

“Outras altas foram observadas no mês, com destaque para os combustíveis (3,57%) e as passagens áreas, que subiram de 4,35% em novembro para 15,62% em dezembro. Os jogos de azar (12,88%) também impactaram a inflação de dezembro, em função do reajuste nos preços das apostas, vigente desde novembro”, frisou Kislanov.

Calculado pelo IBGE desde 1980, o índice de inflação brasileiro abrange famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, que vivem nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia e Campo Grande.

CYR // LFS

By Impala News / Lusa

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