Inflação abranda para 6,3% nos EUA em abril

A subida de preços abrandou nos Estados Unidos em abril e a inflação homóloga ficou em 6,3%, contra 6,6% em março, segundo o índice PCE divulgado hoje pelo Departamento do Comércio.

Inflação abranda para 6,3% nos EUA em abril

Inflação abranda para 6,3% nos EUA em abril

A subida de preços abrandou nos Estados Unidos em abril e a inflação homóloga ficou em 6,3%, contra 6,6% em março, segundo o índice PCE divulgado hoje pelo Departamento do Comércio.

Em relação ao mês anterior, o abrandamento foi mais significativo, uma vez que o aumento de preços foi de 0,2%, quando tinha sido de 0,9% em março.

Este indicador, que é o mais seguido pelo banco central norte-americano para controlar a inflação, tinha atingido em março um máximo de 40 anos. Agora desacelerou pela primeira vez desde novembro de 2020.

O outro indicador de inflação, o índice CPI, publicado pelo Departamento do Trabalho, também tinha indicado uma ligeira desaceleração em abril ao passar de uma taxa homóloga de 8,5% em março (o nível mais alto desde 1982) para 8,3% em abril.

A inflação subjacente, que exclui os preços dos alimentos e da energia, foi de 0,3% em cadeia e de 4,9% na comparação com o mesmo mês de 2021 (no mês anterior tinha atingido 5,2%).

Afetados pelo aumento dos preços, os norte-americanos moderaram os gastos em relação ao mês precedente. Em abril subiram 0,9%, mas em março tinham subido 1,4%, segundo dados revistos em alta.

A inflação elevada nos Estados Unidos tem reduzido o poder de compra dos norte-americanos e ameaçado o crescimento económico, o que é motivo de preocupação para a administração liderada por Joe Biden, acusado pela oposição de ter uma política económica inflacionista. A subida dos preços também afeta a popularidade do Presidente norte-americano.

A Reserva Federal, banco central, assegurou que fará tudo para controlar a inflação e já começou a subir as suas taxas de juro, devendo continuar a fazê-lo próximos meses.

Isso tem como efeito um aumento das taxas de juro dos empréstimos concedidos por bancos comerciais e, com o crédito mais caro, há menos empréstimos e a procura abranda, o que se reflete nos preços.

EO // MSF

By Impala News / Lusa

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