INE cabo-verdiano recruta 1.625 agentes para recenseamento geral em junho

O Instituto Nacional de Estatística (INE) de Cabo Verde abriu hoje um concurso para recrutar 1.625 agentes recenseadores para o quinto Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH-2020) do arquipélago, que vai decorrer em junho próximo.

INE cabo-verdiano recruta 1.625 agentes para recenseamento geral em junho

INE cabo-verdiano recruta 1.625 agentes para recenseamento geral em junho

O Instituto Nacional de Estatística (INE) de Cabo Verde abriu hoje um concurso para recrutar 1.625 agentes recenseadores para o quinto Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH-2020) do arquipélago, que vai decorrer em junho próximo.

Segundo o anúncio do concurso lançado pelo INE, as candidaturas podem ser submetidas até 26 de fevereiro e os candidatos que tenham concorrido em março de 2020 — cancelado devido à pandemia de covid-19 — e que continuem interessados precisam de renovar a candidatura.

Dos 1.625 recenseadores a contratar, com idades obrigatórias compreendidas entre os 18 e os 45 anos, a grande maioria será para trabalhar nos concelhos da Praia (408), de São Vicente (258) e Sal (123).

O concurso permite o recrutamento de cidadãos de nacionalidade cabo-verdiana ou estrangeiros a residirem legalmente no país e com domínio do português e/ou do crioulo cabo-verdiano. Por um mês de trabalho no terreno, da segunda quinzena de junho à segunda quinzena de julho, o INE prevê o pagamento da prestação de serviço de 40.000 escudos (360 euros) brutos.

O RGPH-2020 previa que o período de recolha de dados no terreno tivesse lugar de 16 a 30 de junho de 2020, mas essa operação foi adiada em 28 de abril, cerca de um mês depois de diagnosticados os primeiros casos de covid-19 no arquipélago.

De acordo com informação do INE noticiada anteriormente pela Lusa, após uma reunião com parceiros técnicos e financeiros da instituição, foi definido o período de 16 a 30 de junho de 2021 como “a nova data para a recolha dos dados” do quinto RGPH em Cabo Verde.

“Considerando que o quinto RGPH é uma operação a ser realizada no terreno, os parceiros recomendaram toda a atenção a ter na prevenção da pandemia da covid-19, privilegiando a utilização das novas tecnologias na entrevista dos agentes de terreno”, lê-se na informação do INE.

Em abril de 2020, o INE justificou a decisão de adiar a operação, na altura sem nova data definida, mas “ainda este ano”, face à “evolução da pandemia” no país, acrescentando que a decisão tinha sido tomada em “articulação com as autoridades nacionais de saúde e com os parceiros técnicos e financeiros”.

“Esta decisão levou em consideração a natureza da recolha, que é exaustiva, domiciliar e realizada por entrevista direta junto dos representantes dos agregados familiares, isto é, envolvem contactos diretos com os cidadãos”, justificou o INE.

Segundo o INE cabo-verdiano, trata-se da “maior e a mais complexa operação estatística” realizada no arquipélago, e que previa a data de 15 de junho de 2020 como o “dia do censo” no país.

Esta operação de recenseamento está estimada em 3,2 milhões de euros, cofinanciada pelo Luxemburgo, ao abrigo do quarto Programa Indicativo de Cooperação (PIC) entre os dois países.

No último censo em Cabo Verde, realizado em 2010, a população residente no arquipélago então contabilizada foi de 491.875 pessoas, além de 114.469 edifícios e 141.761 alojamentos.

PVJ // LFS

By Impala News / Lusa

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