Imagem negativa vai passar mas é preciso continuar as reformas em Moçambique

O representante do Banco Africano de Desenvolvimento em Moçambique considerou hoje que a imagem negativa do país, no seguimento do escândalo das dívidas ocultas, vai passar mas alertou que é preciso manter o caminho dos últimos dois anos.

Imagem negativa vai passar mas é preciso continuar as reformas em Moçambique

Imagem negativa vai passar mas é preciso continuar as reformas em Moçambique

O representante do Banco Africano de Desenvolvimento em Moçambique considerou hoje que a imagem negativa do país, no seguimento do escândalo das dívidas ocultas, vai passar mas alertou que é preciso manter o caminho dos últimos dois anos.

“A imagem negativa vai passar mas depende do país continuar no caminho que foi começado há dois anos, o progresso é significativo e é claro que há uma vontade do país em reintegrar-se no sistema financeiro internacional, e estão a fazer a abordagem certa”, disse Pietro Toigo.

Em entrevista à Lusa em Malabo, à margem dos Encontros Anuais do BAD, que decorreram até sexta-feira, o italiano escolhido pelo banco para Moçambique acrescentou que “a confiança é uma moeda preciosa e talvez o país precise de um pouco mais de tempo para voltar desse episódio, mas o trabalho nos últimos dois anos já está a ter resultados”.

Pietro Toigo exemplificou com os mais de mil milhões de dólares recolhidos durante a Conferência de Doadores, na Beira, e com o empréstimo do Fundo Monetário Internacional no seguimento dos ciclones que assolaram o país nos últimos meses.

“As reformas económicas têm de continuar a ser feitas”, disse, apontando para os bons exemplos da redução dos subsídios, da reforma orçamental, que tornou o exercício orçamental “mais eficaz”, e com as mudanças feitas nas empresas públicas, nas instituições e no novo quadro de contração de dívida pública.

“É preciso seguir nesse caminho de eficiência fiscal e reformas estruturais, e seria importante olhar para o ambiente de negócios”, apontou o representante do BAD em Moçambique, exemplificando com as “diferenças significativas” entre os custos de utilização de portos diferentes no país, que deviam ser harmonizados e alinhados pela eficiência.

“O ambiente de negócios afeta especialmente as pequenas e médias empresas”, lembrou, notando que os megaprojetos ligados ao gás não estão tão dependentes do ambiente de negócios do país devido à grande escala dos financiamentos e dos próprios projetos.

Na entrevista à Lusa, Pietro Toigo defendeu que Moçambique é um dos países do sul de África que mais tem a ganhar com a integração regional, o tema principal da conferência do BAD, e considerou que o país tem “uma voz dinâmica e forte” na Comunidade de Países da África Austral (SADC).

*** A Lusa viajou a convite do Banco Africano de Desenvolvimento ***

MBA // JH

By Impala News / Lusa

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