Igreja católica apela a que não se misture campanha eleitoral com visita do Papa

A igreja católica apelou hoje em Maputo para que não se faça campanha eleitoral durante a visita do Papa Francisco a Moçambique, de 04 a 06 de setembro.

Igreja católica apela a que não se misture campanha eleitoral com visita do Papa

Igreja católica apela a que não se misture campanha eleitoral com visita do Papa

A igreja católica apelou hoje em Maputo para que não se faça campanha eleitoral durante a visita do Papa Francisco a Moçambique, de 04 a 06 de setembro.

A campanha eleitoral para as eleições gerais de 15 de outubro arranca no sábado e o bispo auxiliar de Maputo, António Juliasse, fez hoje, em conferência de imprensa, um apelo para que “não se misturem as coisas”.

A visita vai decorrer “num período de campanha e o santo padre veio encontrar-se com todo o povo moçambicano”, realçou.

Assim, “dentro do respeito de uns para outros, não se devem usar estes locais para momentos políticos. Não apenas verbalmente, mas devemos também ter o cuidado em não sermos portadores daquilo que nos pode dividir, em termos de roupa e outros materiais”.

O bispo auxiliar espera “muitos autocarro de várias províncias” e peregrinos de outros países da África Austral.

Haverá também tarifas específicas das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) para facilitar as viagens de avião dentro do país.

Dentro da capital, uma comissão criada para preparar a visita, organizou percursos de transportes públicos especiais para servir os diferentes eventos em que o papa vai participar – nomeadamente a missa campal na sexta-feira, dia 06, no estádio do Zimpeto.

A organização prevê que possam chegar a juntar-se 90 mil pessoas para o evento.

As eleições gerais de 15 de outubro vão eleger o novo parlamento e Presidente da República e, pela primeira vez, os governadores provinciais, que deixam de ser nomeados pelo poder central.

A mudança responde a uma reivindicação do principal partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), durante as negociações do acordo de paz assinado a 06 de agosto – reivindicação através da qual o partido aspira a ascender ao poder regional.

O líder do principal partido da oposição é muçulmano, Ossufo Momade, enquanto o atual Presidente, Filipe Nyusi, e recandidato ao cargo é cristão.

A votação é encarada pela Renamo e por diversos analistas como o verdadeiro teste ao tratado de paz de 06 de agosto – o terceiro no país -, já que entendimentos anteriores têm caído por terra devido a violência pós-eleitoral, com recusa dos resultados depois de a oposição e observadores denunciarem indícios de fraude.

Numa mensagem vídeo de antecipação da visita hoje divulgada em Maputo, o Papa Francisco pediu que haja uma reconciliação definitiva para que a paz seja duradoura.

LFO // PJA

By Impala News / Lusa

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