Huawei recorre da sua exclusão do 5G na Suécia

O grupo chinês de telecomunicações Huawei recorreu do seu afastamento da rede 5G na Suécia anunciada no mês passado, segundo um documento jurídico obtido hoje pela AFP.

Huawei recorre da sua exclusão do 5G na Suécia

Huawei recorre da sua exclusão do 5G na Suécia

O grupo chinês de telecomunicações Huawei recorreu do seu afastamento da rede 5G na Suécia anunciada no mês passado, segundo um documento jurídico obtido hoje pela AFP.

A decisão da autoridade de telecomunicações sueca (PTS) de 20 de outubro “carece de base legal, viola os direitos humanos, viola os princípios legais de base da União Europeia (…) e é incorreta no fundo”, considerou a filial sueca da Huawei no recurso de mais de 70 páginas, dirigido à referida autoridade e ao tribunal administrativo de Estocolmo.

A aplicação desta interdição causaria “um dano irreparável e particularmente importante” nas atividades da Huawei no país, considera o grupo chinês. A Suécia é o país da Ericsson, principal concorrente da Huawei na 5G, juntamente com a finlandesa Nokia.

A PTS justificou a decisão, que afeta também o grupo chinês ZTE, fabricante de equipamentos de telecomunicações, com uma nova lei que entrou em vigor em janeiro e com a análise das forças armadas e de segurança visando assegurar que a utilização de determinados equipamentos “não prejudique a segurança da Suécia”.

Os equipamentos já instalados para servir a rede 5G devem ser retirados até 01 de janeiro de 2025.

Um dia depois de ter sido anunciada a decisão sueca, Pequim afirmou que a exclusão da Huawei e da ZTE poderia ter “consequências para as empresas da Suécia na China.

A embaixada chinesa em Estocolmo também fez um protesto público, denunciando “o abuso do conceito de ‘segurança nacional’, a violação das regras de mercado e dos princípios da concorrência equitativa e a ausência de qualquer base factual ou prova sólida”.

Depois do Reino Unido o ter feito em meados de julho, a Suécia é o segundo país da Europa e o primeiro da União Europeia a banir explicitamente a Huawei, de acordo a AFP.

Os Estados Unidos têm liderado a campanha contra a Huawei, banida do mercado norte-americano por Donald Trump em maio de 2019. O Japão e a Austrália seguiram a mesma via.

Os serviços de informações norte-americanos receiam que a Huawei permita às autoridades chinesas utilizar os seus equipamentos para vigiar comunicações e tráfego de dados. A Huawei diz que recusaria qualquer pedido desse tipo.

EO // MSF

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS