Hong Kong: Washington alerta para “riscos crescentes” de operações empresariais

Os Estados Unidos avisaram hoje as empresas norte-americanas sobre a existência de “riscos crescentes” para as suas operações em Hong Kong, após a implementação de restrições a este centro financeiro por parte de Pequim.

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Hong Kong: Washington alerta para “riscos crescentes” de operações empresariais

Os Estados Unidos avisaram hoje as empresas norte-americanas sobre a existência de “riscos crescentes” para as suas operações em Hong Kong, após a implementação de restrições a este centro financeiro por parte de Pequim.

As empresas devem “estar cientes dos potenciais riscos reputacionais, regulatórios, financeiros e, em alguns casos, legais, associados às suas operações em Hong Kong”, alertaram, num comunicado conjunto, quatro agências do Governo (Departamento de Estado, do Tesouro, do Comércio e da Segurança Interna).

Também hoje, o Departamento de Tesouro anunciou sanções contra sete funcionários chineses por violarem os termos da Lei de Autonomia de Hong Kong, de 2020, que exige o congelamento de ativos e outras penalidades contra aqueles que participam de atos de repressão.

O Presidente dos EUA, Joe Biden, já tinha dito — num comunicado divulgado pela Casa Branca, na quinta-feira – que o ambiente de negócios em Hong Kong se estava a “deteriorar” e alertou para os riscos de a situação se agravar num futuro próximo.

“Empresas, indivíduos e outras pessoas, incluindo instituições académicas, provedores de serviços de pesquisa e investidores que operam em Hong Kong, ou têm exposição a indivíduos ou entidades sancionados, devem estar cientes das mudanças nas leis e regulamentos de Hong Kong”, pode ler-se no comunicado da Casa Branca.

Os Estados Unidos, nos Governos do ex-Presidente Donald Trump e do atual líder, determinaram que, desde a aprovação de uma nova lei de segurança nacional no ano passado, Hong Kong deixou de beneficiar da significativa autonomia por parte da China continental, prometida por Pequim ao longo de 50 anos, quando assumiu o controlo da ex-colónia britânica, em 1997.

Assim, Hong Kong já não pode desfrutar de privilégios comerciais e comerciais preferenciais dos EUA e alguns funcionários em Hong Kong foram alvos de sanções dos EUA, pelas suas ações no combate à democracia.

O alerta de hoje surge na sequência de um parecer semelhante, emitido no início desta semana, lembrando as empresas norte-americanas da responsabilidade potencial de sanções, se estas se envolverem em negócios com entidades chinesas que operam na região ocidental de Xinjiang, onde a China é acusada de repressão generalizada contra muçulmanos uigures e outras minorias.

RJP // EL

By Impala News / Lusa

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