Hélio Sanches e Gilson Alves elevam para cinco os candidatos a Presidente de Cabo Verde

O deputado Hélio Sanches e o cirurgião Gilson Alves formalizaram hoje junto do Tribunal Constitucional as respetivas candidaturas a Presidente da República de Cabo Verde, elevando para cinco os aspirantes ao cargo nas eleições de 17 de outubro.

Hélio Sanches e Gilson Alves elevam para cinco os candidatos a Presidente de Cabo Verde

Hélio Sanches e Gilson Alves elevam para cinco os candidatos a Presidente de Cabo Verde

O deputado Hélio Sanches e o cirurgião Gilson Alves formalizaram hoje junto do Tribunal Constitucional as respetivas candidaturas a Presidente da República de Cabo Verde, elevando para cinco os aspirantes ao cargo nas eleições de 17 de outubro.

As duas candidaturas foram entregues praticamente à mesma hora no Tribunal Constitucional (TC), na cidade da Praia, sendo o mandatário de Hélio Sanches a informar que conseguiram até mais do que o máximo de quatro mil assinaturas permitidas por lei.

Hélio Sanches, advogado e deputado nacional do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), foi o primeiro a manifestar disponibilidade para se candidatar ao cargo, mas não conta com apoio de nenhum partido político.

“Nós temos o principal apoio que é dos cidadãos cabo-verdianos”, salientou o mandatário, Edson Ribeiro, esperando que os outros candidatos apoiados por partidos políticos não passem “mensagens enganadoras”, salientando que as eleições presidenciais não são e não podem ser vistas como extensões das legislativas ou para alguém glorificar o que fez quando esteve no poder.

Mesmo sem apoio partidário, e mesmo sabendo que ao longo da história todos os Presidentes da República de Cabo Verde eleitos tiveram apoio partidário, o representante mostra-se confiante na vitória nas eleições.

“São candidatos que já deram tudo o que tinham para dar ao país, já estão esgotados e agora precisamos de projetos novos, novos protagonistas, pessoas com visão diferente”, sugeriu.

Edson Ribeiro fazia referência aos antigos primeiros-ministros José Maria Neves (2001–2016), que conta com apoio do Partido Africano da Independência de Cabo Vede (PAICV, oposição) e Carlos Veiga (1991–2000), apoiado pelo Movimento para a Democracia (MpD, no poder) e pela União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição).

“Temos oportunidade de reconstruir a história de Cabo Verde, relançarmos a nossa democracia, e mostrar que os cidadãos investem e preferem projetos que são verdadeiramente de cidadania e não projetos acoplados a partidos políticos”, afirmou.

Quem também formalizou a sua candidatura a Presidente da República foi o cirurgião Gilson João Alves, 39 anos, através do mandatário pela ilha de Santiago, Edmilson Aguiar, que disse que o objetivo é trazer uma política jovem, apoiar os mais jovens e os bairros periféricos do país.

Com 1.066 assinaturas conseguidas, esta candidatura presidencial não tem, até agora, qualquer apoio partidário, segundo o mandatário, augurando que qualquer um que venha a vencer as eleições faça “o melhor para Cabo Verde”.

Além de Hélio Sanches, Gilson João Alves, Carlos Veiga e José Maria Neves, quem também formalizou a candidatura presidencial na segunda-feira foi o engenheiro naval e mestre em direito marítimo e comércio internacional Fernando Rocha Delgado.

Segundo o calendário eleitoral, as candidaturas presidenciais devem ser formalizadas junto do TC até 60 dias antes do escrutínio, ou seja, até 18 de agosto, e o Código Eleitoral define que “são propostas por um mínimo de mil e um máximo de quatro mil cidadãos eleitores”.

A campanha eleitoral decorre entre as 00:00 de 30 de setembro e as 23:59 de 15 de outubro e em caso de uma segunda volta, vai acontecer em 31 do mesmo mês.

De acordo com a Constituição de Cabo Verde, o Presidente da República é eleito por sufrágio universal e direto pelos cidadãos eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro.

Só pode ser eleito Presidente da República o cidadão “cabo-verdiano de origem, que não possua outra nacionalidade”, maior de 35 anos à data da candidatura e que, nos três anos “imediatamente anteriores àquela data tenha tido residência permanente no território nacional”.

Cabo Verde já teve quatro Presidentes da República desde a independência de Portugal em 1975, sendo o primeiro o já falecido Aristides Pereira (1975-1991) e por eleição indireta, seguido do também já falecido António Mascarenhas Monteiro (1991–2001), o primeiro por eleição direta, em 2001 foi eleito Pedro Pires e 10 anos depois Jorge Carlos Fonseca.

As últimas presidenciais em Cabo Verde, que reconduziram o constitucionalista Jorge Carlos Fonseca como Presidente da República, realizaram-se em 02 de outubro de 2016 (eleição à primeira volta, com 74% dos votos).

RIPE // LFS

By Impala News / Lusa

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