Guineenses pedem fim da violência das mulheres contra homens

Um grupo de 50 homens manifestou-se hoje em Bissau para exigir o fim da “violência das mulheres contra os homens” e apelou às autoridades para tomarem medidas nesse sentido, disse um porta-voz do grupo, Maiga Indjai.

Guineenses pedem fim da violência das mulheres contra homens

Guineenses pedem fim da violência das mulheres contra homens

Um grupo de 50 homens manifestou-se hoje em Bissau para exigir o fim da “violência das mulheres contra os homens” e apelou às autoridades para tomarem medidas nesse sentido, disse um porta-voz do grupo, Maiga Indjai.

O ativista social e influenciador digital explicou que a manifestação, iniciada na praça dos Heróis Nacionais, diante do Palácio da República, e que termina em frente ao parlamento, tem como objetivo “denunciar situações de maus-tratos que os homens têm vindo a sofrer”.

“Nos últimos três meses temos assistido a situações, quase que diariamente, de agressões de mulheres aos seus companheiros”, declarou Maiga Indjai.

O ativista deu como exemplos de violência um homem de 33 anos a quem a mulher terá alegadamente cortado os genitais, após uma discussão.

O caso aconteceu na semana passada, em Mansoa, a 60 quilómetros de Bissau.

Maiga Indjai aproveitou a marcha dos homens contra a violência feminina para pedir ao Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, para providenciar a transferência do homem, internado no Hospital Nacional Simão Mendes, para um país estrangeiro.

“Acredito nos nossos médicos, mas todos nós sabemos que o país não tem equipamentos. Se esse homem não for transferido corre risco de vida”, observou o ativista.

Maiga Indjai citou o caso de um outro homem a quem a mulher, supostamente, queimou com água quente.

“A justificação dessa mulher é de que o marido tinha chegado tarde a casa numa noite”, observou o ativista, que repudia estes e outros casos que disse que acontecem “um pouco por toda a parte” na Guiné-Bissau.

“Decidimos sair à rua para gritar um basta de violência da mulher. Sabemos que há neste país várias organizações que defendem as mulheres. Até apoiamos. Mas não há ninguém que defenda os homens”, sublinhou.

MB // VM

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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