Guardas detidos por não terem executado ordem de detenção de Guaidó

Guardas detidos por não terem executado ordem de detenção de Guaidó

Vários funcionários da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar), que na segunda-feira estavam de serviço no Aeroporto de Maiquetía, foram detidos por não terem executado a ordem de detenção do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

As detenções forma denunciadas hoje pela oposição venezuelana, precisando que os oficiais da GNB foram levados para o Forte de Tiúna, a principal base militar de Caracas e alertando que vigora uma ordem de detenção contra Juan Guaidó.

“A GNB no aeroporto não executou a ordem de deter Juan Guaidó. Os funcionários foram levados ao Forte de Tiúna. A ordem de captura está em vigor. Alerta Venezuela, alerta governantes do mundo”, anunciou o deputado opositor José Luís Pirela na sua conta do Twitter.

Pirela, que faz parte da Comissão Permanente de Política Interior do parlamento venezuelano explicou ainda, numa outra mensagem, que “os funcionários da GNB em serviço ontem [segunda-feira] no aeroporto recusaram-se a deter Juan Guaidó”.

O deputado não precisou quantos oficiais da GNB foram detidos.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, chegou na segunda-feira à tarde ao aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía (norte de Caracas), onde foi recebido por uma multidão composta por apoiantes e embaixadores de vários países europeus e latino-americanos, segundo imagens transmitidas em direto na televisão.

Entre os embaixadores europeus estava o de Portugal, Carlos Nuno Almeida de Sousa Amaro, confirmaram fontes diplomáticas à agência Lusa.

Guaidó, reconhecido Presidente interino venezuelano por cerca de 50 países, regressou à Venezuela após um périplo de uma semana por vários países daquela região.

Ao fazer essa viagem, o líder da oposição contornou a proibição de saída do país decretada pela justiça venezuelana por estar em curso uma investigação relacionada com a sua autoproclamação como presidente interino, arriscando-se a ser detido quando regressasse à Venezuela.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando Juan Guaidó se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, no poder desde 2013, denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

FPG // MCL

By Impala News / Lusa

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