Guaidó quer que parlamento decrete «estado de emergência» por causa do apagão

O líder da Assembleia Nacional e autoproclamado Presidente interino venezuelano vai pedir ao parlamento para decretar “estado de emergência” devido ao “apagão” que dura há quase três dias.

Guaidó quer que parlamento decrete «estado de emergência» por causa do apagão

Guaidó quer que parlamento decrete «estado de emergência» por causa do apagão

O líder da Assembleia Nacional e autoproclamado Presidente interino venezuelano vai pedir ao parlamento para decretar “estado de emergência” devido ao “apagão” que dura há quase três dias.

O líder da Assembleia Nacional e autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou hoje que vai pedir ao parlamento para decretar “estado de emergência” por causa do “apagão” que afeta aquele país há quase três dias.

A Venezuela depara-se desde quinta-feira, há quase 70 horas seguidas, com um corte de eletricidade que está a afetar várias zonas da capital, Caracas, e mais de metade do território.

O líder da oposição venezuelana, que classificou este “apagão” como uma “catástrofe”, disse hoje, numa conferência de imprensa em Caracas, que a Assembleia Nacional (parlamento) “vai reunir-se de emergência (na segunda-feira) para avaliar (e decretar) um estado de emergência nacional e tomar as ações” em conformidade.

No sábado, as agências internacionais relataram que a eletricidade tinha sido restabelecida em algumas zonas de Caracas, mas que o “apagão” ainda afetava vários bairros da capital venezuelana e mais de metade do território do país.

O governo do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assegura que o corte de energia foi provocado por “um ato de sabotagem” na principal central hidroelétrica do país, controlada pelo Estado, apontando responsabilidades à oposição venezuelana e aos Estados Unidos.

Apagão surge em plena crise política na Venezuela

Este “apagão” surge em plena crise política na Venezuela, que se agravou no passado dia 23 de janeiro, quando Juan Guaidó se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro. Guaidó contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um Governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, no poder desde 2013, denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos. Cerca de 50 países, incluindo a maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, já reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes. Os mais recentes dados das Nações Unidas estimam que o número atual de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo situa-se nos 3,4 milhões. Só no ano passado, em média, cerca de 5.000 pessoas terão deixado diariamente a Venezuela para procurar proteção ou melhores condições de vida.

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