Guaidó diz que ajuda humanitária para a Venezuela começa a chegar nos “próximos dias”

A ajuda humanitária retida em Cúcuta (Colômbia) vai entrar em território venezuelano nos “próximos dias”, afirmou Juan Guaidó, reconhecido por dezenas de países como Presidente interino.

Guaidó diz que ajuda humanitária para a Venezuela começa a chegar nos

Guaidó diz que ajuda humanitária para a Venezuela começa a chegar nos “próximos dias”

A ajuda humanitária retida em Cúcuta (Colômbia) vai entrar em território venezuelano nos “próximos dias”, afirmou Juan Guaidó, reconhecido por dezenas de países como Presidente interino.

Caracas, 10 fev (Lusa) — A ajuda humanitária para a Venezuela retida em Cúcuta (Colômbia) vai entrar em território venezuelano nos “próximos dias”, afirmou hoje o líder do parlamento e dirigente opositor Juan Guaidó, reconhecido por dezenas de países como Presidente interino.

“A ajuda está numa espécie de centros de armazenamento e esperamos que nos próximos dias tenhamos a entrada da primeira ajuda humanitária”, disse Guaidó a jornalistas depois de assistir a uma missa em Caracas.

Além de Cúcuta, a ajuda humanitária, enviada pelos Estados Unidos, deverá começar a concentrar-se em armazéns, um no Brasil e outro numa ilha das Caraíbas ainda não determinada.

A ajuda, constituída por medicamentos e alimentos, deveria entrar na Venezuela pela ponte de Tienditas, uma infraestrutura construída recentemente que une os dois países.

Contudo, a Guarda Nacional Bolivariana, polícia militarizada fiel ao regime do Presidente Nicolás Maduro, bloqueou a ponte com atrelados de camiões e contentores.

Guaidó acusou Maduro de “se negar a reconhecer a crise que criou” e afirmou que, ao bloquear a ajuda, faz do Presidente e dos seus apoiantes “quase genocidas” que “assassinam por ação e por omissão”.

Os venezuelanos, disse, vão ter de trabalhar “duramente para que cesse a usurpação” da Presidência por Maduro e para “dar resposta à emergência humanitária”.

O presidente da Assembleia Nacional voltou a apelar aos militares, afirmando que “ninguém pode querer imolar-se para responder ao chamamento de uma pessoa [Maduro] que perdeu o norte e que não tem apoio internacional”.

“Depende de vocês deixar de cumprir as ordens ridículas [do palácio presidencial] de Miraflores e fazer valer o orgulho pelo uniforme. Depende de vocês que [o uniforme] recupere o brilho, a honra e a simpatia de milhões de venezuelanos”, lançou.

Guaidó autoproclamou-se Presidente interino a 23 de janeiro, dias depois da posse de Nicolás Maduro para um segundo mandato, após uma eleição considerada ilegítima pela UE.

A maioria dos países da União Europeia (UE), incluindo Portugal, os Estados Unidos, o Canadá e vários países latino-americanos, designadamente o Brasil e a Colômbia, reconheceram Juan Guaidó como Presidente interino com a missão de realizar eleições presidenciais livres e transparentes.

A crise política na Venezuela, onde residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes, soma-se a uma grave crise económica e social, com escassez de bens e serviços essenciais, que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.

MDR // EL

By Impala News / Lusa

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