Greve fez com que só circulassem 28 dos 68 comboios programados até às 06:00

Os trabalhadores da IP iniciaram uma greve às 00:00, reivindicando o aumento dos salários e o cumprimento do acordo de trabalho.

Greve fez com que só circulassem 28 dos 68 comboios programados até às 06:00

Greve fez com que só circulassem 28 dos 68 comboios programados até às 06:00

Os trabalhadores da IP iniciaram uma greve às 00:00, reivindicando o aumento dos salários e o cumprimento do acordo de trabalho.

Dos 68 comboios da CP — Comboios de Portugal que estavam programados até às 06:00 de hoje, circularam 28 referentes aos serviços mínimos decretados devido à greve de 24 horas dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP), segundo a empresa.

De acordo com o balanço feito pela CP à Lusa às 07:20, ficaram parados 40 dos 68 comboios programados.

“Até ao momento, estão a circular apenas os comboios de serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral. Correspondem a 25% da oferta”, disse fonte da empresa.

Contactado pela Lusa, Júlio Marques, da Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária (ASCEF), disse que para todo o dia de hoje está prevista a realização de apenas 25% da oferta da CP e da Fertagus.

“Em termos de trabalho para as empresas de mercadorias, apenas circulam comboios de matérias perigosas e perecíveis. No turno da noite apenas foram garantidos os serviços mínimos”, disse, sem avançar números de adesão à greve.

“O facto de termos de garantir a circulação de 25% da oferta regular de comboios, obriga a que quase todos os postos tenham de estar garantidos. A greve vai notar-se pelo número de comboios suprimidos”, referiu.

Os trabalhadores da IP reivindicam o aumento dos salários, contratação dos trabalhadores, cumprimento integral do clausulado no acordo coletivo de trabalho (ACT), atualização do valor do subsídio de refeição, integração do abono de irregularidade de horário com conceito de retribuição e a atribuição de concessões de viagem no operador de transportes CP a todos os trabalhadores da IP e participadas.

Em causa, está também a abrangência das deslocações e horas de viagem aos trabalhadores, o ajuste do subsídio de refeição nas ajudas de custo, a atribuição de isenção do horário de trabalho aos colaboradores cujo serviço justifique e a alteração das quotas na classificação de “bom” e “muito bom” para efeitos de promoção na carreira técnica.

Por outro lado, os trabalhadores apontam falta de produtos de limpeza e higiene e pedem melhores condições de segurança nas instalações sociais e locais de trabalho.

Neste contexto, a CP — Comboios de Portugal alertou para a probabilidade de ocorrência de “perturbações significativas” dos serviços.

A lista de serviços mínimos para os comboios Alfa Pendular, Intercidades, Regionais, Inter-regionais, Urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra está disponível no ‘site’ da empresa.

Os clientes com bilhetes para viagens nos comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, Inter-regional e Regional podem pedir o reembolso do valor total do bilhete ou a sua revalidação, sem custos.

A plataforma que representa os trabalhadores da IP e das suas participadas é constituída pela Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária (ASCEF) e pelos sindicatos Nacional dos Transportes Comunicações e Obras Públicas (FENTCOP), Nacional Democrático da Ferrovia (SINDEFER), Independente dos trabalhadores Ferroviários, das Infraestruturas e Afins (SINFA), Independente Nacional dos Ferroviários (SINFB), Independente dos Operacionais Ferroviários e Afins (SIOFA), Nacional de Quadros Técnicos (SNAQ) e dos Transportes Ferroviários (STF).

 

 

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