Greve dos inspetores da PJ está a afetar operações programadas

A greve dos investigadores da Polícia Judiciária (PJ) está a afetar, desde segunda-feira, todas as operações policiais que estavam programadas, estando a adesão a rondar os 85%, disse hoje à Lusa fonte sindical.

Greve dos inspetores da PJ está a afetar operações programadas

Greve dos inspetores da PJ está a afetar operações programadas

A greve dos investigadores da Polícia Judiciária (PJ) está a afetar, desde segunda-feira, todas as operações policiais que estavam programadas, estando a adesão a rondar os 85%, disse hoje à Lusa fonte sindical.

Hoje de manhã, adiantou a mesma fonte, uma operação de combate ao crime económico, que decorria na zona da grande Lisboa, esteve interrompida mais de uma hora devido à greve dos inspetores que estavam no terreno.

Segundo Ricardo Valadas, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC/PJ), desde o início da greve que as diligências da Polícia Judiciária são realizadas a partir das 9:00 da manhã e não antes, como a maioria das vezes é habitual, devido à paralisação dos inspetores fora do período de horário normal de trabalho das 09:00 às 17:30.

Qualquer operação policial, adiantou Ricardo Valadas, só tem início a partir das 9:00 da manhã, início do horário normal de trabalho, o que não é comum no trabalho diário da polícia.

Os investigadores, seguranças e pessoal administrativo estão a cumprir um período de greve em regime de rotatividade que se estenderá até dia 12 para reivindicar a revisão do estatuto profissional, a contagem do tempo em que as carreiras estiveram congeladas e reforço de efetivos.

Entre o dia 04 de fevereiro e o dia 05 de março está marcada uma paralisação a todo o trabalho a prestar nas unidades de prevenção e a todo o trabalho fora do horário normal.

Para a próxima quarta-feira, às 16:00, a ASFIC/PJ tem marcada uma reunião geral de trabalhadores, estando a estrutura sindical a equacionar escrever uma carta aberta à ministra da Justiça.

“Como é que o Governo quer motivar as centenas de inspetores da polícia a combater o crime, entre os quais os mais violentos e complexos, a pagar três euros por cada hora extraordinária”, questionou o sindicalista.

Os serviços mínimos decretados para o período de paralisação dos investigadores pressupõem que o piquete de Lisboa tenha seis elementos, o Porto cinco e dois e dois nas restantes direções espalhadas pelo pais.

CC // JMR

By Impala News / Lusa

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