Greve de maquinistas paralisa tráfego ferroviário na Alemanha

A greve convocada pelo sindicato alemão de maquinistas GDL paralisou hoje o tráfego ferroviário em todo o país, onde apenas 25% dos comboios de longa distância estão em circulação e as linhas regionais e suburbanas estão a ser seriamente afetadas.

Greve de maquinistas paralisa tráfego ferroviário na Alemanha

Greve de maquinistas paralisa tráfego ferroviário na Alemanha

A greve convocada pelo sindicato alemão de maquinistas GDL paralisou hoje o tráfego ferroviário em todo o país, onde apenas 25% dos comboios de longa distância estão em circulação e as linhas regionais e suburbanas estão a ser seriamente afetadas.

A greve começou às 02:00 desta manhã (00:00 TMG) no transporte de passageiros e às 19:00 de terça-feira (17:00 TMG) no transporte de carga e deverá terminar em ambos os setores às 02:00 de sexta-feira.

No website, a empresa ferroviária alemã Deutsche Bahn (DB) adverte que, devido à greve, haverá “limitações significativas” no tráfego regional e de longa distância, tanto hoje como na sexta-feira.

O plano de serviços mínimos para ligações de longa distância exige a circulação de 25% dos comboios.

“Mesmo assim, não podemos garantir nesta situação que todos os passageiros cheguem ao seu destino”, acrescenta a companhia, que recomenda não viajar nestas datas se não for estritamente necessário.

Entretanto, o líder do GDL, Claus Weselsky, falando no programa da manhã da emissora pública ZDF, descreveu a proposta apresentada pelos caminhos-de-ferro alemães em negociações de acordos coletivos como “inaceitável”, acrescentando que os maquinistas dos comboios só voltarão às conversações quando a DB melhorar a sua oferta.

A última proposta da DB, atingida pela crise do novo coronavírus e pelas graves inundações na Alemanha em julho, das quais resultaram mais de 180 mortos, foi para aumentos salariais em duas fases, designadamente de 1,5% até 01 de janeiro de 2022, e de 1,7% para 01 de março de 2023 e até ao final de junho de 2024.

O sindicato, por seu lado, exige um aumento de 3,2% a ser adotado já no ano em curso e exige também um bónus pela situação da pandemia para os maquinistas de comboios.

“Se e quando continuamos com a greve será decidido não na sexta-feira de manhã, quando a greve terminar, mas na próxima semana”, anunciou Weselsky.

Entretanto, o chefe dos recursos jurídicos e humanos da DB, Martin Seiler, manifestou a sua vontade de falar e encontrar uma saída consensual para “esta difícil crise”.

“Também queremos que os nossos funcionários recebam um salário razoável, razão pela qual apresentámos e prolongámos a nossa oferta sensata”, disse Seiler no programa matinal da ZDF.

Seiler reconheceu as diferenças entre a DB e o GDL em relação ao momento do aumento salarial e do bónus pela pandemia, mas acrescentou que estes são assuntos que estão a ser discutidos na mesa de negociações a fim de se encontrar um compromisso.

Ao mesmo tempo, apelou para o sindicato “não prejudicar os passageiros com greves excessivas e, de facto, desnecessárias”.

MC // MSF

By Impala News / Lusa

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