Greve na CP nos dias 20 e 21 deverá provocar «fortes perturbações»

CP alerta para «fortes perturbações na circulação» nos dias 20 e 21 de maio devido à greve dos revisores, prevendo supressões de comboios, a nível nacional, em todos os serviços.

Greve na CP nos dias 20 e 21 deverá provocar «fortes perturbações»

Greve na CP nos dias 20 e 21 deverá provocar «fortes perturbações»

CP alerta para «fortes perturbações na circulação» nos dias 20 e 21 de maio devido à greve dos revisores, prevendo supressões de comboios, a nível nacional, em todos os serviços.

Num aviso aos passageiros hoje divulgado, a CP afirma que, «por motivo de greve convocada por uma organização sindical, preveem-se supressões de comboios, a nível nacional, em todos os serviços nos dias 20 e 21 de maio». A empresa prevê também que «ocorram perturbações na circulação dos comboios nos dias 19 e 22 de maio» e refere que não serão disponibilizados transportes alternativos. Aos clientes que já tenham bilhetes para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, InterRegional, Regional e Celta, a CP permitirá o reembolso no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos.

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Estes pedidos devem ser apresentados nas bilheteiras ou no site da CP até 10 dias após terminada a greve. A CP refere que vai atualizar a informação divulgada, caso venham a ser definidos serviços mínimos pelo Tribunal Arbitral nomeado pelo Conselho Económico e Social. O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) entregou um pré-aviso de greve para os dias 20 e 21 de maio que abrange revisores, trabalhadores de bilheteiras e outros funcionários.

Por que foi convocada a greve

Em declarações à Lusa a 29 de abril, o presidente do SFRCI, Luís Bravo, disse que a paralisação nacional foi convocada para protestar contra o «incumprimento de dois acordos que o Governo fez com este sindicato, o primeiro em setembro de 2017, que visava recrutar 88 trabalhadores para a área comercial e que ainda não está concretizado». A outra promessa que o SFRCI diz ter falhado é «a negociação do acordo coletivo de trabalho, que tem 20 anos, e que deveria ter sido finalizado até 30 de setembro». A greve abrange perto de mil trabalhadores, segundo o sindicato.

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