Governo são-tomense exonera diretores de empresa de luz e água por “má gestão”

O Governo de São Tomé e Príncipe exonerou a direção da empresa pública de água e eletricidade (EMAE), face à “situação degradante” do setor no país e “desordem e má gestão” na companhia, anunciou o executivo.

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Governo são-tomense exonera diretores de empresa de luz e água por “má gestão”

O Governo de São Tomé e Príncipe exonerou a direção da empresa pública de água e eletricidade (EMAE), face à “situação degradante” do setor no país e “desordem e má gestão” na companhia, anunciou o executivo.

Em reunião do Conselho de Ministros no sábado, a que o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, presidiu via online, o Governo são-tomense decidiu exonerar o diretor-geral da EMAE, Celestino da Graça Andrade, nomeando interinamente Hélio Fernandes da Costa Lavres.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o executivo justifica a decisão com “a situação degradante que se vem assistindo no setor de água e energia no país” — frequentemente afetado por cortes de eletricidade -, bem como com “a desordem e a má gestão que se verificam na EMAE”.

O Governo refere ainda que, “no âmbito do programa de reestruturação da EMAE, estabelecido com o Banco Mundial, para a recuperação do setor energético, é exigida a nomeação por concurso para a contratação do pessoal técnico para os diferentes setores” da empresa e adianta que os termos de referência para este concurso estão em elaboração.

Além do diretor-geral, foram substituídos os diretores administrativo e financeiro, comercial, de eletricidade e de água.

No mesmo comunicado, o Governo dá conta que os operadores económicos “garantem o abastecimento [de bens de primeira necessidade] nesta quadra natalícia” e que o arroz, doado pelo Japão, chega ao país no início desta semana.

Durante a campanha eleitoral, Patrice Trovoada definiu o combate à fome como a principal urgência do país e prometeu baixar o preço do arroz do Japão.

O Governo, acrescenta o comunicado, “analisou com muita acuidade o preço a que o arroz deverá ser vendido de forma a que seja mais acessível possível para as populações, sobretudo, as mais vulneráveis, e dentro de dias irá anunciar o preço a que o arroz deverá ser vendido ao consumidor final”.

JH // PJA

By Impala News / Lusa

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