Governo: PAN defende que Portugal deve ser “norteado por visão estratégica e interministerial”

A líder parlamentar do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) salientou hoje que há “ainda um importante caminho a fazer” para assegurar o futuro do país, pelo que Portugal “precisa de estar norteado por uma visão estratégica, multidisciplinar e interministerial”.

Governo: PAN defende que Portugal deve ser

Governo: PAN defende que Portugal deve ser “norteado por visão estratégica e interministerial”

A líder parlamentar do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) salientou hoje que há “ainda um importante caminho a fazer” para assegurar o futuro do país, pelo que Portugal “precisa de estar norteado por uma visão estratégica, multidisciplinar e interministerial”.

“Não podemos deixar de destacar a importância de o Governo ter convergido com o PAN em algumas matérias, apesar de haver ainda um importante caminho a fazer”, afirmou Inês Sousa Real.

A deputada, eleita pelo círculo de Lisboa, falava na intervenção de encerramento do seu partido no debate sobre o Programa do XXII Governo Constitucional, que decorreu na quarta-feira e hoje na Assembleia da República, em Lisboa.

“O país precisa de estar norteado por uma visão estratégica, multidisciplinar e interministerial, que dê resposta às necessidades efetivas das pessoas, seja em matéria de saúde, habitação, transportes, direitos laborais, inclusão e não discriminação, entre outras”, assinalou, tendo elencado algumas medidas que o seu partido defende.

Notando que um dos “grandes desafios dos próximos quatro anos vai ser adequar as decisões políticas à crise climática”, a deputada defendeu uma “mudança de paradigma do modelo atual” em que a sociedade vive, “assente numa perspetiva extrativista linear, para um novo modelo sustentável com a necessária transição energética e descarbonização”.

Na opinião de Inês Sousa Real, é necessário refletir a forma como o país olha para os recursos naturais, que, avisa, “são finitos”.

“Esta mudança de modelo económico deveria estar plasmada em todo o programa e, sobretudo, espelhar-se no Orçamento [de Estado] que há de ser discutido nesta Assembleia, discussão essa na qual o PAN participará de forma muito ativa e construtiva”, assegurou.

Apesar de se congratular com a antecipação do encerramento das centrais termoelétricas de Sines e do Pego, medida anunciada pelo primeiro-ministro na tomada de posse do elenco governamental, a líder parlamentar defendeu que “não faz qualquer sentido” que “se mantenha a intenção de explorar petróleo”.

“Ouvimos muitas vezes que não há planeta B, pois bem, também não há Portugal B. Da nossa parte, tudo faremos para impedir poços de petróleo no nosso país”, assinalou Inês Sousa Real.

Sobre a saúde, a líder parlamentar do PAN considerou incompreensível “como os responsáveis de sucessivos governos conseguem justificar a decisão política que passou pelo desinvestimento na saúde nestas últimas duas décadas, com o prejuízo da saúde de milhares de pessoas e das condições de trabalho dos profissionais do setor, panorama que se agudiza no caso das assimetrias regionais”.

“Paralelamente a este desinvestimento, surgem as questões relacionadas com a pobreza, o envelhecimento, a distribuição demográfica no território que estão na base de sérias desigualdades que o PAN considera urgente combater”, destacou.

Advogando que “as desigualdades de rendimento e as disparidades na distribuição da riqueza são um obstáculo sério ao desenvolvimento inclusivo e à justiça social”, a parlamentar elencou alguns dos desafios que o Governo enfrenta.

“A precariedade dos empregos, o facto do elevador social estar mais do que avariado em Portugal, as diferenças de oportunidades, a dificuldade diária de alguém que tem um doente na família e que passa dias e dias nos hospitais sem resposta, ou de quem se quer dirigir a um serviço administrativo que só existe a 50 quilómetros de distância, são alguns dos desafios que temos que resolver”, sustentou.

O PAN defendeu também, “para uma sociedade mais justa”, que é preciso dar uma “especial atenção às “questões e do combate à corrupção”, à precariedade laboral, à valorização laboral e a políticas que permitam “garantir a necessária renovação geracional”.

Também “em matéria de proteção animal, o Programa do Governo continua aquém do que é necessário fazer”, referiu Inês Sousa Real, sublinhando ser necessárias maior ambição e capacidade de diálogo e de cooperação.

Por tudo isto, “o PAN reitera a sua vontade e disponibilidade para trabalhar com os partidos que compõem este hemiciclo, procurando encontrar pontes de convergência que contribuam para fazer avançar o país e a construção de uma sociedade mais justa, humana e sustentável”.

FM // JPS

By Impala News / Lusa

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