“Governo nunca propôs referencial para aumentos” no privado – Ministro da Economia

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital afirmou hoje que o Governo “nunca propôs um referencial único” para aumentos salariais no setor privado, defendendo que o valor não pode ser estabelecido em Concertação Social.

“Governo nunca propôs referencial para aumentos” no privado – Ministro da Economia

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital afirmou hoje que o Governo “nunca propôs um referencial único” para aumentos salariais no setor privado, defendendo que o valor não pode ser estabelecido em Concertação Social.

“Queria esclarecer que o Governo nunca propôs o referencial único de 2,7%” para atualização dos salários no privado, disse o ministro Pedro Siza Vieira aos jornalistas, à saída da terceira reunião da Concertação Social sobre o acordo de médio prazo sobre salários, rendimentos e competitividade.

Siza Vieira acrescentou que o documento que o Governo apresentou aos parceiros sociais na reunião anterior “estabelecia as previsões para a inflação e produtividade”, prevendo um crescimento de 2,7% e que para atingir o objetivo de valorização salarial “seria desejável que os salários no seu conjunto crescessem mais do que esse valor”.

“Mas isto não é uma coisa que possamos determinar em Concertação Social”, rematou o ministro de Estado e da Economia, afirmando que esta é uma matéria para a negociação coletiva.

Segundo Siza Vieira, o que está em cima da mesa da Concertação Social é uma discussão sobre “uma metodologia que mereça o consenso dos parceiros sociais e que permita depois que, no exercício da liberdade sindical e das associações patronais e empresas”, todos possam contribuir para a concretização do objetivo de valorização salarial.

O ministro não disse, porém, o que estará em causa na metodologia defendendo que a proposta terá primeiro de ser apresentada aos parceiros sociais, o que deverá acontecer nas próximas reuniões, que começam a partir de 12 de fevereiro e que se realizarão de 15 em 15 dias.

DF // EA

By Impala News / Lusa

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