Governo moçambicano promete investigar alegada exploração sexual de reclusas em prisão de Maputo

O Ministério da Justiça de Moçambique prometeu hoje investigar as denúncias de uma alegada rede de exploração sexual em que guardas prisionais forçam mulheres reclusas a sair de uma cadeia de Maputo para se prostituírem.

Governo moçambicano promete investigar alegada exploração sexual de reclusas em prisão de Maputo

Governo moçambicano promete investigar alegada exploração sexual de reclusas em prisão de Maputo

O Ministério da Justiça de Moçambique prometeu hoje investigar as denúncias de uma alegada rede de exploração sexual em que guardas prisionais forçam mulheres reclusas a sair de uma cadeia de Maputo para se prostituírem.

“Nós ouvimos falar desta informação e, como Ministério da Justiça, estamos a tomar medidas para apurar a veracidade da mesma. Quando for da tomada de conhecimento real, vamos convocar a imprensa”, declarou o vice-ministro da Justiça, Filimão Sauze, falando à comunicação social momentos após uma sessão do Conselho de Ministros em Maputo.

A denúncia partiu da organização não-governamental Centro de Integridade Pública (CIP), que levou a cabo uma investigação no Estabelecimento Penitenciário Especial para Mulheres de Maputo (EPEMM), mais conhecida por Cadeia Feminina de Ndlavela.

Segundo o CIP, mulheres reclusas são forçadas pelos guardas prisionais a sair para se prostituírem.

“A exploração sexual das reclusas é um negócio lucrativo”, refere o relatório do CIP, segundo o qual “as reclusas são tratadas como uma mercadoria e têm um preço” só ao alcance de pessoas com algumas posses em Maputo.

“Pombinhas”, “coelhinhas” são alguns dos termos usados pelos guardas prisionais para se referir às mulheres durante a negociação com os clientes: acerta-se o dia, o local do encontro e o preço – os guardas podem receber cerca de 40 a 400 euros por cada reclusa entregue.

O CIP defende a criação urgente de uma “comissão de inquérito independente integrando diferentes órgãos e instituições do Estado, incluindo o Ministério Público, a Assembleia da República e organizações de defesa dos direitos humanos” para averiguar o caso.

O EPEMM acolhia em 2019 um total de 125 reclusas, distribuídas por oito celas, com capacidade para 20 pessoas cada.

EYAC (LFO) // JH

By Impala News / Lusa

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