Governo moçambicano diz que saída de incumprimento mostra que país é bom pagador

O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse hoje que a saída de Moçambique da categoria de incumprimento financeiro (‘default’) mostra que o país está a sair de uma fase má, mas que é “tradicionalmente um bom pagador”.

Governo moçambicano diz que saída de incumprimento mostra que país é bom pagador

Governo moçambicano diz que saída de incumprimento mostra que país é bom pagador

O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse hoje que a saída de Moçambique da categoria de incumprimento financeiro (‘default’) mostra que o país está a sair de uma fase má, mas que é “tradicionalmente um bom pagador”.

“Moçambique tem tradição de ser um bom pagador. Há episódios maus que aconteceram, mas hoje estamos a voltar para aquilo que somos”, disse Adriano Maleiane, falando à margem de um evento público em Maputo para o canal televisivo STV.

A agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) melhorou o ‘rating’ de Moçambique para CCC+, retirando-o da categoria de incumprimento financeiro (‘default’) e atribuindo à economia do país uma perspetiva de evolução estável.

“O Governo de Moçambique completou uma troca de títulos de ‘dívida problemática’ no seguimento dessa resolução, estamos a melhorar o ‘rating’ para emissões em moeda estrangeira de curto e longo prazo, de SD (selective default – incumprimento financeiro seletivo), para CCC+/C e afirmamos as emissões em moeda nacional no patamar B-/B”, lê-se numa nota divulgada no domingo pela agência de notação financeira.

Para Adriano Maleiane, a saída de Moçambique destas categorias anuncia melhores tempos para a economia do país.

“Há toda a certeza que Moçambique está a sair da fase de mau pagador. Os indicadores macro económicos mostram que a inflação está a desacelerar, a instabilidade cambial passou, a gestão das finanças públicas e controlo de défice melhoraram”, acrescentou o governante.

A S&P é a terceira das três grandes agências de ‘rating’ a retirar Moçambique desta categoria de análise da qualidade do crédito soberano, que na prática impedia que o país tivesse acesso a financiamento internacional, dado o risco percecionado pelos investidores estrangeiros.

EYAC // LFS

By Impala News / Lusa

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