Governo moçambicano aprova 373 mil euros para afetados por desabamento de lixeira de Hulene

O Governo moçambicano aprovou hoje uma transferência extraordinária de 26 milhões de meticais (373 mil euros) para apoiar as famílias retiradas das proximidades da lixeira de Hulene, onde em fevereiro de 2018 morreram 16 pessoas soterradas.

Governo moçambicano aprova 373 mil euros para afetados por desabamento de lixeira de Hulene

Governo moçambicano aprova 373 mil euros para afetados por desabamento de lixeira de Hulene

O Governo moçambicano aprovou hoje uma transferência extraordinária de 26 milhões de meticais (373 mil euros) para apoiar as famílias retiradas das proximidades da lixeira de Hulene, onde em fevereiro de 2018 morreram 16 pessoas soterradas.

O valor é proveniente de receitas recolhidas pelo Ministério da Terra e Ambiente e estará sob responsabilidade do município da Cidade de Maputo, disse Filimão Suaze, porta-voz do Governo moçambicano.

O responsável falava à comunicação social, momentos após a reunião semanal do Conselho de Ministros na Presidência da República, em Maputo.

Segundo Filimão Suaze, o processo de realojamento das famílias afetadas pelo incidente registou atrasos devido a uma contenda no Tribunal Administrativo no espaço em que as novas casas estão a ser construídas, mas as obras já recomeçaram.

“Houve um período em que não se podiam fazer grandes avanços, mas o processo retomou e já foram concluídas algumas casas das cerca de 300 previstas”, declarou o porta-voz do Governo, embora sem avançar prazos para conclusão das obras.

O realojamento das famílias que viviam nas proximidades da lixeira de Hulene estava previsto para finais de 2018, tendo, no entanto, o Governo prorrogado o prazo para meados de 2019, mas as pessoas continuam à espera.

Atualmente, cada família das 269 afetadas recebe um montante de 30 mil meticais (430 euros, no câmbio atual) que o Governo disponibiliza trimestralmente para pagarem as suas rendas, enquanto aguardam pela conclusão das novas casas que estão a ser erguidas.

Mas atrasos no desembolso dos subsídios já levou parte das famílias afetadas a revoltar-se por duas vezes em frente ao edifício do Conselho Autárquico de Maputo para reclamar.

Na madrugada de 19 de fevereiro de 2018, uma parte da maior lixeira da capital, com a altura de um edifício de três andares, desabou devido à chuva forte e abateu-se sobre diversas habitações precárias do bairro em redor.

Dezasseis pessoas morreram no local, das quais sete eram crianças.

Em 2018, o Governo moçambicano anunciou que a lixeira de Hulene seria encerrada, numa operação estimada em 110 milhões de dólares (100 milhões de euros, ao câmbio atual), mas até agora continua em funcionamento.

EYAC // LFS

By Impala News / Lusa

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