Governo: Marcelo promete ser solidário e vigilante sem esquecer “afirmação das oposições”

O Presidente da República prometeu hoje perante o novo Governo que será solidário e cooperante, mas ao mesmo tempo vigilante, procurando “estabilidade e compromissos” e também “espaços de pluralismo e de afirmação das oposições”.

Governo: Marcelo promete ser solidário e vigilante sem esquecer

Governo: Marcelo promete ser solidário e vigilante sem esquecer “afirmação das oposições”

O Presidente da República prometeu hoje perante o novo Governo que será solidário e cooperante, mas ao mesmo tempo vigilante, procurando “estabilidade e compromissos” e também “espaços de pluralismo e de afirmação das oposições”.

Na cerimónia de posse do XXIII Governo Constitucional, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que foi reeleito há “pouco mais de um ano” e que o mandato do terceiro executivo chefiado por António Costa “vai praticamente coincidir” com o seu.

Sobre o seu papel no novo quadro político interno, com maioria absoluta do PS, afirmou: “Aqui estou, como estive durante estes seis anos, e estarei, na busca da estabilidade e de compromissos, mas também de espaços de pluralismo e de afirmação das oposições, e de cultura de democracia, de liberdade e de igualdade, ao serviço do interesse nacional”.

“Na proximidade, na explicação, na audição dos portugueses, do mais jovem ao mais pobre ao mais idoso ou privilegiado, mas em especial dos que passam pelas suas vidas sem que ninguém cuide sequer de saber que existem. Na decisão mais ingrata ou arriscada, se necessário for, sem hesitações ou inibições, como aconteceu nas declarações e renovações do estado de emergência ou na convocação de eleições antecipadas”, prosseguiu.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que será, “como sempre, institucionalmente solidário e cooperante, para mais estes quatro anos de aventura coletiva, construindo, não destruindo, unindo, não dividindo, vigiando distrações e adiamentos quanto ao essencial, autocontemplações, deslumbramentos” e “tentando evitá-los”.

Dirigindo-se a António Costa, o Presidente da República concluiu: “No fundo, fazendo exatamente aquilo que a Constituição prevê e que vossa excelência reconheceu em plena campanha eleitoral ser uma garantia decisiva contra os temores eventuais de que a maioria absoluta se convertesse no que não pode nem deve ser”.

O chefe de Estado desejou ao primeiro-ministro e ao seu Governo, “neste momento tão difícil no mundo e na Europa todas as felicidades a que aspira e que os portugueses merecem”.

IEL // SF

By Impala News / Lusa

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