Governo espera concluir processo de venda do Novo Banco até novembro

O secretário de Estado adjunto e das Finanças disse que o Governo prevê concluir o processo de venda do Novo Banco até novembro, admitindo que a dimensão dos cortes no banco está ainda em discussão.

Governo espera concluir processo de venda do Novo Banco até novembro

Governo espera concluir processo de venda do Novo Banco até novembro

O secretário de Estado adjunto e das Finanças disse que o Governo prevê concluir o processo de venda do Novo Banco até novembro, admitindo que a dimensão dos cortes no banco está ainda em discussão.

O secretário de Estado adjunto e das Finanças disse hoje que o Governo prevê concluir o processo de venda do Novo Banco até novembro, admitindo que a dimensão dos cortes no banco está ainda em discussão.

Depois de o Ministério das Finanças ter sido questionado pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda (BE) sobre o processo de venda do Novo Banco, Ricardo Mourinho Félix disse que, de momento, está a ser preparado o processo de troca de obrigações, que deverá estar fechado até ao final do verão, “para que se possa concluir até ao mês de novembro” a venda do banco.

Dimensão dos cortes ainda a determinar

O secretário de Estado admitiu que o plano de negócio aprovado com a Comissão Europeia envolve uma reestruturação do banco “para que seja viável”, mas disse que a dimensão desses cortes está “em discusão entre o comprador e a autoridade de resolução”.

A Comissão Europeia deverá aprovar a venda do Novo Banco à Lone Star até 17 de julho, após analisar o negócio através de “procedimento simplificado”, que adota quando a operação não suscita preocupações de maior a nível de concorrência.

O contrato de promessa de compra e venda entre o Fundo de Resolução e o fundo norte-americano Lone Star foi assinado em 31 de março passado, para a alienação de 75% do Novo Banco, mantendo o Fundo de Resolução 25%.

A Lone Star não pagará qualquer preço, tendo acordado injetar 1.000 milhões de euros no Novo Banco para o capitalizar, dos quais 750 milhões entrarão quando o negócio for concretizado e os outros 250 milhões até 2020.

Já o Fundo de Resolução ficou com a responsabilidade de compensar o Novo Banco por perdas que venham a ser reconhecidas com os chamados ativos ‘tóxicos’ e alienações de operações não estratégicas, caso ponham em causa os rácios de capital da instituição, no máximo de 3,89 mil milhões de euros.

A concretização do negócio de venda do Novo Banco ainda está sujeita a três condições, desde logo as autorizações da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, prevista então para meados de julho, e do Banco Central Europeu, mas também a troca de obrigações seniores do Novo Banco.

 

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