Governo e Renamo

Governo e Renamo “alinham” etapas rumo à paz em Moçambique

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, reuniram-se hoje em Maputo para “alinhar” etapas rumo a um acordo de paz em Moçambique.

“Hoje estive reunido com o líder da Renamo e estivemos a fazer o alinhamento do que deve acontecer até à celebração do acordo de paz ou de cessação de hostilidades”, declarou o chefe de Estado moçambicano, após a reunião com o líder do maior partido de oposição em Moçambique.

O Presidente moçambicano não deu detalhes sobre a agenda do encontro, que é o segundo entre os dois líderes em pouco mais de uma semana.

“Não tem sido nosso hábito detalhar o que se falou. O povo quer resultados e o resultado principal é a paz”, disse Filipe Nyusi, garantindo que tudo está ser feito para que as eleições gerais, marcadas para 15 de outubro, aconteçam num ambiente de paz.

“As eleições em Moçambique não falham e nós tudo fazemos para que desta vez também não falhem. Para tal, o ambiente de paz é fundamental”, concluiu o Presidente moçambicano.

Os encontros entre Filipe Nyusi e Ossufo Momade começaram a ser frequentes depois da nomeação, a 26 de fevereiro, de 11 oficiais da Renamo para cargos de chefia no exército moçambicano, totalizando, com mais três nomeados em dezembro do ano passado, 14 oficiais daquele partido em cargos de liderança nas Forças Armadas moçambicanas, em cumprimento de um memorando assinado em agosto do ano passado entre as duas partes.

Além das nomeações no exército, o memorando de entendimento prevê a integração de 10 oficiais da Renamo na direção e comando da Polícia da República de Moçambique, mas só depois de um entendimento referente à sua colocação na orgânica do Ministério do Interior.

O atual processo negocial entre o Governo moçambicano e a Renamo arrancou há mais de um ano e meio, quando Filipe Nyusi se deslocou, no dia 06 de agosto de 2017, à Gorongosa, no centro de Moçambique, para uma reunião com o então líder do principal partido de oposição, Afonso Dhlakama, que morreu a 03 de maio do ano passado devido a complicações de saúde.

Ossufo Momade, que foi eleito presidente no último congresso do partido no mês passado, transferiu-se de Maputo para a Serra da Gorongosa em junho do ano passado, ainda como líder interino, condicionando a sua saída daquela que foi a base central da Renamo, quando ainda era movimento de resistência armada, à integração dos seus guerrilheiros.

Além do desarmamento e da integração dos homens do braço armado do maior partido da oposição nas Forças Armadas, a agenda negocial entre as duas partes envolvia a descentralização do poder, ponto que já foi ultrapassado com a revisão da Constituição, em maio do ano passado.

EYAC // JH

By Impala News / Lusa

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