Governo e partidos da Catalunha de acordo para adiar eleições regionais para 30 de maio

Governo e partidos regionais catalães chegaram hoje a acordo para adiar para 30 de maio próximo as eleições nesta região espanhola, devido à evolução negativa da terceira vaga da pandemia de covid-19.

Governo e partidos da Catalunha de acordo para adiar eleições regionais para 30 de maio

Governo e partidos da Catalunha de acordo para adiar eleições regionais para 30 de maio

Governo e partidos regionais catalães chegaram hoje a acordo para adiar para 30 de maio próximo as eleições nesta região espanhola, devido à evolução negativa da terceira vaga da pandemia de covid-19.

Governo e partidos regionais catalães chegaram hoje a acordo para adiar para 30 de maio próximo as eleições nesta região espanhola, devido à evolução negativa da terceira vaga da pandemia de covid-19.

A nova data foi proposta pelo executivo independentista da comunidade autónoma numa reunião realizada no parlamento regional e espera-se que em seguida seja ratificada por um novo decreto de convocação de eleições numa reunião extraordinária do governo da região.

O Partido Socialista da Catalunha (PSC, marca regional do PSOE nacional) foi a única formação política a opor-se à nova data, tendo sugerido um adiamento para 14 ou 21 de março, para deixar passar o pior da terceira vaga da pandemia.

As eleições tinham sido inicialmente marcadas para 14 de fevereiro, devido à inabilitação, decretada pelo poder judicial em setembro passado, do último presidente regional, o independentista Quim Torra, condenado por se ter recusado a retirar uma faixa com conteúdo separatista da fachada da sede do governo regional durante a campanha para as eleições parlamentares nacionais de abril de 2019.

Torra assumiu a presidência da região nas eleições, assim como estas antecipadas, de dezembro de 2017, depois da tentativa falhada de autodeterminação da Catalunha em 01 de outubro do mesmo ano, que terminou com a fuga para a Bélgica do presidente anterior, Carles Puigdemont.

Estas eleições vão ser marcadas pela divisão entre os dois principais partidos independentistas que estão coligados no parlamento regional e apoiam o atual executivo da comunidade autónoma.

A pré-campanha eleitoral foi marcada pela apresentação de Salvador Illa, o atual ministro da Saúde espanhol, como candidato socialista à presidência do Governo regional.

A candidatura desta personalidade muito conhecida, que tem dado a cara na luta contra a pandemia de covid-19, está a dar que falar, aparecendo o PSC com uma subida substancial nas intenções de voto na Catalunha.

Illa poderia mesmo, segundo alguns observadores, levar os socialistas a ser os mais votados e substituir o Cidadãos (direita-liberal nacional) como primeiro partido catalão, apesar de as formações independentistas poderem continuar a ter uma maioria de deputados regionais.

A questão da independência divide profundamente esta região de 7,5 milhões de habitantes, até há pouco considerada a mais rica de Espanha.

Com uma incidência acumulada de 523 casos por 100.000 habitantes nos últimos 15 dias, o dobro do nível de risco extremo de 250, a pandemia está a aumentar em praticamente todas as comunidades, que estão muito preocupadas com o aumento da pressão sobre os hospitais.

Espanha registou na quinta-feira 35.878 novos casos de covid-19 notificados nas últimas 24 horas, elevando para 2.211.967 o total de infetados, segundo números do Ministério da Saúde espanhol.

As autoridades sanitárias espanholas também contabilizaram mais 201 mortes desde quarta-feira atribuídas à covid-19, passando o total de óbitos para 53.079.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.994.833 mortos resultantes de mais de 93 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

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