Governo dos Açores inicia hoje visita estatutária à ilha de São Jorge

O Governo dos Açores inicia hoje uma visita estatutária à ilha de São Jorge, tendo na agenda reuniões com as autarquias, uma visita à fábrica de conservas Santa Catarina, as ligações marítimas e o projeto Blue Azores.

Governo dos Açores inicia hoje visita estatutária à ilha de São Jorge

Governo dos Açores inicia hoje visita estatutária à ilha de São Jorge

O Governo dos Açores inicia hoje uma visita estatutária à ilha de São Jorge, tendo na agenda reuniões com as autarquias, uma visita à fábrica de conservas Santa Catarina, as ligações marítimas e o projeto Blue Azores.

De acordo com o programa oficial, está agendada para sexta-feira a visita do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM à conserveira cuja exploração foi, em maio, entregue a privados, pressupondo o pagamento de um montante não inferior a sete milhões de euros repartidos por 10 rendas anuais.

Construída em 1940, a fábrica de atum Santa Catarina está instalada na fajã Grande, na Calheta, ilha de São Jorge, e tem 140 trabalhadores que o privado se comprometeu a manter.

Segundo o Estatuto Político-Administrativo dos Açores, o Governo Regional tem de visitar cada uma das ilhas do arquipélago sem departamentos governamentais (seis das nove da região), pelo menos uma vez por ano, com a obrigação de reunir o Conselho do Governo na ilha visitada.

O Conselho de Ilha é um órgão consultivo do Governo dos Açores composto pelos presidentes das câmaras e assembleias municipais da ilha, por quatro membros eleitos por cada assembleia municipal, por três presidentes de junta de freguesia e um representante do Governo Regional (sem direito a voto).

No conselho, têm ainda assento dois representantes do setor empresarial, dos movimentos sindicais e das associações agrícolas.

Têm ainda direito a um representante as Instituições Particulares de Solidariedade Social, as associações ambientais não governamentais e as associações de defesa da igualdade de género nas ilhas em que estas tenham sede.

Na primeira visita estatutária referente a 2022, o Conselho de Ilha está agendado para quinta-feira, às 20:30.

O Governo vai também visitar o porto das Velas durante a chegada do Barco da Linha Laranja.

Em maio, o presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, anunciou um aumento das ligações marítimas e aéreas à ilha de São Jorge durante a época alta, nomeadamente sediando um ‘ferry’ da empresa pública de transportes marítimos Atlânticoline durante três noites nas Velas.

A agenda inclui, ainda, reuniões com as duas câmaras municipais da ilha (Velas e Calheta).

O presidente do Governo e os secretários regionais do Mar e das Pescas, do Ambiente e Alterações Climáticas e do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas vão também encontrar-se com Ted Waitt, da ‘Waitt Institute’, um parceiro da ‘Blue Azores’.

O ‘Blue Azores’ nasceu de uma parceria do Governo dos Açores com aquele instituto e a Fundação Oceano Azul, que se uniram em torno de uma visão comum – proteger, promover e valorizar o capital natural marinho dos Açores, com a ambição de garantir um oceano saudável como base de uma economia azul próspera e sustentável.

O Fórum Autonómico, marcado para as 20:30 de hoje, tem como orador convidado Pedro Baptista, diretor Regional das Comunicações e Transição Digital, para abordar o tema “Digitalização: Do Queijo às Fajãs”.

Criado pelo atual Governo, saído das eleições legislativas regionais de 2020, o Fórum Autonómico é um espaço de reflexão sobre a autonomia e desafios da mesma em diferentes áreas de intervenção, com impacto direto na sociedade, economia e bem-estar dos açorianos.

A ilha de São Jorge vive, desde março, uma crise sismovulcânica e está, atualmente, sob o nível V3 (sistema ativo sem iminência de erupção).

Entre março e início de junho, aplicou-se o nível de alerta vulcânico V4 de um total de sete, em que V0 significa “estado de repouso” e V6 “erupção em curso”.

Um sismo foi sentido na terça-feira naquela ilha, elevando para 303 os abalos percecionados pela população e para 43.593 os registados desde o início da crise sismovulcânica, revelou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA).

ACG // MLS

By Impala News / Lusa

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