“Garras da pandemia” forçam a nova revisão em baixa da retoma europeia em 2021

A Comissão Europeia voltou a rever em baixa o ritmo da recuperação económica este ano na Europa, que “permanece nas garras da pandemia”, estimando que a zona euro cresça 3,8% e a UE 3,7%.

“Garras da pandemia” forçam a nova revisão em baixa da retoma europeia em 2021

A Comissão Europeia voltou a rever em baixa o ritmo da recuperação económica este ano na Europa, que “permanece nas garras da pandemia”, estimando que a zona euro cresça 3,8% e a UE 3,7%.

A Comissão Europeia voltou hoje a rever em baixa o ritmo da recuperação económica este ano na Europa, que “permanece nas garras da pandemia da covid-19”, estimando que a zona euro cresça 3,8% e a União Europeia 3,7%.

Face às anteriores previsões macroeconómicas de outono, Bruxelas retira quatro décimas tanto às estimativas de crescimento económico na zona euro para 2021 — em novembro antecipava uma subida do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,2%, o que já constituía uma forte revisão em baixa face às previsões de verão, de 6,1% -, como do conjunto da UE, para o qual previa há três meses uma subida do PIB de 4,1% este ano.

No entanto, e apontando que o início das campanhas de vacinação na Europa constitui uma “luz ao fundo do túnel” e uma fonte de “otimismo cauteloso”, o executivo comunitário acredita que um crescimento forte no segundo semestre deste ano aliado a um bom desempenho no próximo permitirá à Europa recuperar de forma mais sólida que o previsto em 2022, com o PIB a crescer 3,8% no espaço da moeda única e 3,9% no conjunto dos 27 Estados-membros, quando no outono apontava para uma subida de 3,0% tanto na zona euro como na UE.

Bruxelas espera assim que, com as subidas do PIB projetadas agora para o conjunto de 2021 e 2022, as economias da zona euro e da UE regressem aos valores pré-pandemia no próximo ano, depois das fortes quedas de 6,8% na zona euro e de 6,3% na UE em 2020, ainda que admitindo que o impacto da covid-19 “permanece desigual entre os Estados-membros e a velocidade da recuperação também deverá variar de forma muito significativa”.

A Comissão admite também que os riscos em torno destas projeções macroeconómicas permanecem “elevados” e estão sobretudo relacionados com a evolução da pandemia e o sucesso das campanhas de vacinação.

 

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