Futuras concessionárias do jogo em Macau vão promover outras indústrias

As futuras concessionárias do jogo vão promover outras indústrias além deste setor, do qual depende a economia do território, indicou o secretário para a Economia e Finanças.

Futuras concessionárias do jogo em Macau vão promover outras indústrias

Futuras concessionárias do jogo em Macau vão promover outras indústrias

As futuras concessionárias do jogo vão promover outras indústrias além deste setor, do qual depende a economia do território, indicou o secretário para a Economia e Finanças.

Macau, China, 12 mai 2019 (Lusa) — O Governo de Macau afirmou este sábado que as futuras concessionárias do jogo vão promover outras indústrias além deste setor, do qual depende a economia do território.

“Terá de haver um envolvimento com a legislação e com o conteúdo do contrato de exploração”, explicou, em declarações à imprensa, o secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, segundo um comunicado.

O Governo já garantiu que não quer prolongar mais o prazo dos contratos de concessão do jogo no território e prometeu um concurso público em 2022.

De acordo com o responsável da pasta da Economia, as futuras empresas do jogo irão também assumir mais responsabilidades sociais.

Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde o jogo em casino é legal. Atualmente, operam no território seis concessionárias: Sociedade de Jogos de Macau, fundada pelo magnata Stanley Ho, Galaxy, Venetian, Melco Resorts, Wynn e MGM.

A meses de concluir o mandato do quarto governo da região administrativa especial, Leong sublinhou que a sua pasta vai continuar a preparar as entidades para o futuro concurso público.

Para Leong, a diversificação das indústrias de Macau tem sido um “trabalho importante” do Governo, “especialmente face à mudança do ambiente económico a nível mundial, em 2019”.

Assim, e perante a “incerteza constante” dos mercados, – com o agravamento da tensão comercial China/Estados Unidos — o Governo vai continuar a reforçar a capacidade financeira e competitiva do território, disse.

Os casinos de Macau fecharam o mês de abril com receitas de 23.588 milhões de patacas (2.605 milhões de euros), menos 8,3% do que no mesmo mês do ano passado. Analistas ouvidos pela Lusa consideram que as receitas da indústria estão a diminuir devido à desaceleração económica na China, o que se reflete na desconfiança dos grandes apostadores.

Na sexta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão de crescimento da economia de Macau, em 2019, e recomendou novas políticas fiscais para reduzir a dependência das receitas do jogo.

O governante indicou ainda que a tutela da economia e finanças vai continuar a realizar “de forma ativa” os trabalhos legislativos relacionados com as áreas laboral e patronal — nomeadamente para garantir mais benefícios aos trabalhadores.

E, por fim, a promover a integração de Macau na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, nomeadamente através de “novas áreas dedicadas aos jovens e às pequenas e médias empresas”.

O projeto da Grande Baía prevê construir uma metrópole mundial a partir de Hong Kong, Macau e nove cidades da província chinesa de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai), numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto que ronda os 1,3 biliões de dólares norte-americanos – maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.

FST (MIM/JMC) // FST

By Impala News / Lusa

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