França/Ataque: Conselho Europeu apela ao diálogo entre comunidades e religiões

Os chefes de Estado e de Governo da UE condenaram ataque terrorista de Nice e apelaram “aos dirigentes do mundo” que trabalhem “no diálogo e compreensão entre as comunidades e religião”.

França/Ataque: Conselho Europeu apela ao diálogo entre comunidades e religiões

França/Ataque: Conselho Europeu apela ao diálogo entre comunidades e religiões

Os chefes de Estado e de Governo da UE condenaram ataque terrorista de Nice e apelaram “aos dirigentes do mundo” que trabalhem “no diálogo e compreensão entre as comunidades e religião”.

Bruxelas, 29 out 2020 (Lusa) — Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia condenaram hoje o ataque terrorista de Nice e apelaram “aos dirigentes do mundo inteiro” que trabalhem “no diálogo e compreensão entre as comunidades e religião, e não na divisão”.

Reunidos numa cimeira por videoconferência para discutir a resposta europeia à segunda vaga da pandemia da covid-19, os 27 adotaram no início dos trabalhos uma declaração conjunta, na qual condenam “nos termos mais veementes” o ataque no interior de uma igreja católica em Nice, sudeste de França, em que um homem armado com uma arma branca matou três pessoas.

“Nós, dirigentes europeus, estamos chocados e entristecidos com os ataques terroristas em França. Condenamos nos termos mais veementes estes ataques, que representam ataques aos nossos valores comuns”, começam por afirmar na declaração conjunta os membros do Conselho Europeu.

Os 27 dizem-se “unidos e firmes na solidariedade com França, o povo francês e o seu Governo” e “no combate comum e contínuo contra o terrorismo e extremismo violento”.

Os chefes de Estado e de Governo da UE, entre os quais o primeiro-ministro António Costa, terminam a declaração com o apelo aos líderes mundiais no sentido de cultivarem o diálogo, “e não a divisão”.

O Governo português já reagira ao ataque, através de um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, no qual manifestava a sua “profunda consternação”, reiterando a sua “condenação veemente” da violência e compromisso na luta contra extremismos.

“O Governo português reitera a sua condenação veemente de todas as formas de violência e reitera o seu compromisso com o combate ao extremismo, ao racismo, ao ódio e à intolerância em geral”, declara.

Evocando a “amizade fraterna que une os dois povos”, o Governo expressa ainda “as suas mais sentidas condolências às famílias das vítimas” e “reafirma a sua solidariedade para com o Governo de França”.

Também António Costa já tinha reagido ao ataque através do Twitter, onde manifestou solidariedade com França e considerou que o ocorrido reforça a determinação numa Europa unida contra o ódio.

“Estamos solidários com a França. O terrível ataque na Catedral de Nice reforça a nossa determinação em manter a Europa unida contra o ódio, na defesa da liberdade e da tolerância”, escreveu António Costa na sua conta pessoal na rede social Twitter.

Os líderes das instituições europeias — o presidente do Conselho, Charles Michel, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, e o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, também já haviam condenado o que classificaram como um “ataque abominável”.

Três pessoas morreram hoje, uma delas degolada, no interior da basílica de Nossa Senhora de Nice, num ataque perpetrado por um homem armado com uma arma branca.

O suposto autor do ataque foi rapidamente detido pela polícia, tendo sido ferido a tiro e transportado para o hospital. Segundo fonte próxima do inquérito citada pela agência France-Presse, disse chamar-se “Brahim” e ter “25 anos”.

O ataque está a ser tratado como um ataque terrorista pela polícia e levou o governo francês a elevar para o máximo o nível de alerta de segurança no país.

Ele ocorre duas semanas depois da decapitação de um professor na região parisiense, assassinado depois de ter mostrado caricaturas de Maomé numa aula sobre liberdade de expressão.

Numa homenagem ao professor, o Presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou o compromisso de França com a liberdade de expressão, incluindo a publicação de caricaturas, o que desencadeou críticas de vários países muçulmanos, com destaque para o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

ACC (MDR/ANE/PMF) // ANP

By Impala News / Lusa

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