França quer rever os meios militares para o período 2024-2030

O Presidente Emmanuel Macron anunciou hoje que pretende rever a “ambição operacional” da França e adaptar os meios e o orçamento das forças armadas francesas para 2024-2030, perante o contexto marcado pelo regresso da guerra à Europa.

França quer rever os meios militares para o período 2024-2030

França quer rever os meios militares para o período 2024-2030

O Presidente Emmanuel Macron anunciou hoje que pretende rever a “ambição operacional” da França e adaptar os meios e o orçamento das forças armadas francesas para 2024-2030, perante o contexto marcado pelo regresso da guerra à Europa.

“Enquanto os conflitos se intensificam, devemos reavaliar as nossas ambições”, disse o Presidente francês durante a tradicional receção do ministro da Defesa na véspera do Dia Nacional.

Emmanuel Macron encarregou o Ministério da Defesa de desenvolver uma nova Lei de Programação Militar (LPM).

“A nossa ambição operacional para 2030 deve ser revista para melhor garantir a nossa capacidade de enfrentar a perspetiva do possível regresso de um confronto de alta intensidade”, referiu o chefe de Estado, citado pela AFP.

O trabalho de desenvolvimento da nova LPM “deve ficar concluído até ao final deste ano” e ser “discutido com o parlamento” no início de 2023 sinalizou Macron.

O escalar do conflito na Ucrânia e também a subida da inflação, tinham levado o Presidente francês a prometer uma “reavaliação” da LPM 2019-2025 de forma a “ajustar os meios às ameaças”.

Em 2017, o Presidente francês iniciou uma fase de reforço do orçamento da defesa, após vários anos de cortes. O Orçamento das forças armadas vai aumentar ainda mais em 2022, antes do impulso de 3 mil milhões em 2023, atingindo os 44 mil milhões de euros.

A atual Lei de Programação Militar previa aumentos adicionais de três mil milhões de euros por ano em 2024 e 2025, altura em que atingiria os 50 mil milhões de euros, mas a guerra na Ucrânia revelou deficiência no sistema de defesa francês, nomeadamente no que diz respeito a munições.

“Trata-se de reconstituir mais depressa e de forma mais robusta certos ‘stocks’, sabendo produzir mais equipamentos adaptados a esta guerra de alta intensidade, fazendo escolhas de inovação”, precisou Macron.

Nesta “economia de guerra”, “toda a nossa base industrial de defesa, chamada a recompor-se, (…) vai ter de acelerar ainda mais”, sublinhou.

LT // RBF

By Impala News / Lusa

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