França considera detenções na Rússia ataque ao Estado de direito

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, considera que as detenções de sábado na Rússia, durante manifestações ao apoio a Alexei Navalny, são um “desvio autoritário” e um ataque “insuportável” ao Estado de direito.

França considera detenções na Rússia ataque ao Estado de direito

França considera detenções na Rússia ataque ao Estado de direito

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, considera que as detenções de sábado na Rússia, durante manifestações ao apoio a Alexei Navalny, são um “desvio autoritário” e um ataque “insuportável” ao Estado de direito.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, considera que as detenções de sábado na Rússia, durante manifestações ao apoio a Alexei Navalny, são um “desvio autoritário” e um ataque “insuportável” ao Estado de direito.

“Considero esta deriva autoritária muito perturbadora […] que o enfraquecimento do Estado de direito por estas detenções coletivas e preventivas é insuportável”, afirmou no programa “Questions Politiques”, na rádio France Internacional, no grupo France Télévisions e no diário Le Monde.

A polícia russa deteve mais de 3.400 pessoas nos protestos de sábado em mais de 80 cidades exigindo a libertação do opositor Alexei Navalny, segundo o OVD-Info, um grupo não governamental que contabiliza detenções por motivos políticos.

Em Moscovo, a agência de notícias AFP estimou em 15 mil o número de manifestantes que se juntou na Praça Pushkin e noticiou que houve confrontos com a polícia, dos quais resultaram várias detenções, entre as quais as da mulher de Alexei Navalny.

Ochefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, anunciou que os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia vão reunir-se na segunda-feira para “ponderar as medidas” para pressionar a Rússia a libertar o líder da oposição.

Alexei Navalny foi detido ao voltar à Rússia a17 de janeiro depois de cinco meses de convalescença na Alemanha devido a um envenenamento, acusado de violar as medidas de controlo judicial, por sair do país quando estava em liberdade condicional relacionada com outro processo na justiça russa.

Navalny vai permanecer em prisão preventiva até, pelo menos, 15 de fevereiro. Vários instituições e países já apelaram à libertação imediata do opositor russo.

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