FMI reitera necessidade de ajuda do G20 ao países mais pobres

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, exortou hoje os países do G20 a agirem rapidamente a favor dos países mais pobres que enfrentam “um choque duplo devastador” causado pela pandemia.

FMI reitera necessidade de ajuda do G20 ao países mais pobres

FMI reitera necessidade de ajuda do G20 ao países mais pobres

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, exortou hoje os países do G20 a agirem rapidamente a favor dos países mais pobres que enfrentam “um choque duplo devastador” causado pela pandemia.

“É um momento crítico que pede ação urgente da parte do G20 e dos decisores políticos no mundo inteiro”, afirmou, num texto publicado no ‘blog’ do FMI antes da reunião do G20 Finanças, que começa na sexta-feira em Itália.

“As nações mais pobres estão confrontadas com um choque duplo devastador: correm o risco de perder a corrida contra o vírus e podem perder a oportunidade de se juntar a uma transformação histórica em direção a uma nova economia mais ‘verde’ e digital”, acrescentou Georgieva.

A instituição de Washington constata “uma intensificação” das desigualdades na recuperação económica no mundo, com os Estados Unidos e a China a registarem um crescimento mais rápido, enquanto muitos países continuam retidos na crise por causa de uma pandemia que não acaba, devido à falta de capacidade para vacinar a sua população.

“O G20 pode fazer a diferença”, constatou o FMI, sublinhando a necessidade de uma abordagem multilateral para partilha de vacinas, financiamentos para vacinação e investimentos para acelerar a sua produção.

Segundo estimativas do FMI, que os países com rendimentos mais fracos precisam de 200 mil milhões de dólares só para a luta contra a pandemia.

Além disso, são necessários 250 mil milhões de dólares adicionais “para que tenham o espaço orçamental necessário à transformação e para que possam retomar a trajetória de recuperação que permita níveis de rendimento mais elevados”, disse a diretora-geral.

A iniciativa do G20 de suspensão dos serviços de dívida permitiu “uma folga orçamental”, notou o FMI.

“Mas, dada a necessidade de alívio permanente da dívida, temos de tornar o novo quadro comum totalmente operacional”, recomendou Georgieva.

EO // MSF

By Impala News / Lusa

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