Ferro saúda coragem de Lourenço em afirmar Estado democrático de direito

O presidente da Assembleia da República saudou hoje o Presidente angolano, “pessoalmente, pela sua coragem e determinação em afirmar em Angola um Estado democrático de direito”.

Ferro saúda coragem de Lourenço em afirmar Estado democrático de direito

Ferro saúda coragem de Lourenço em afirmar Estado democrático de direito

O presidente da Assembleia da República saudou hoje o Presidente angolano, “pessoalmente, pela sua coragem e determinação em afirmar em Angola um Estado democrático de direito”.

Lisboa, 22 nov (Lusa) – O presidente da Assembleia da República saudou hoje o Presidente angolano, “pessoalmente, pela sua coragem e determinação em afirmar em Angola um Estado democrático de direito”, na receção ao chefe de Estado que visita Portugal até domingo.

“A sua presença e intervenção nesta sessão solene de boas-vindas simboliza o muito que Portugal e Angola, os portugueses e angolanos, têm em comum e o que podemos fazer mais pelo estreitamento desta relação de países amigos e irmãos”, disse Ferro Rodrigues, num discurso na sessão solene, na sala das sessões do parlamento português, saudando João Lourenço pela “coragem e determinação em afirmar em Angola um Estado democrático de direito”.

Ferro Rodrigues afirmou ainda que “o que torna singular a amizade luso-angolana é a sua profundidade e extensão – a sua fonte são os laços de afeto e de solidariedade que unem os dois povos”.

“A independência de Angola e o fim do colonialismo português puseram o nosso relacionamento numa nova base: a da igualdade e do respeito mútuo. Portugal democratizou-se, desenvolveu-se e descolonizou”, continuou, classificando a Revolução do 25 de Abril de 1974 como “momento fundador”.

O presidente da Assembleia da República referiu também “o apoio de Angola à candidatura de António Guterres a secretário-geral das Nações Unidas e de António Vitorino à Organização Internacional das Migrações”, acrescentando existir “muito onde” ambas as nações podem e devem “trabalhar em conjunto, como parceiros ativos da comunidade internacional”, sem esquecer as ligações bilaterais em termos comerciais.

O presidente do parlamento português lembrou igualmente que estão 135 mil portugueses a viver e trabalhar em Angola, “constituindo família e construindo o futuro” e que há “cerca de 17 mil angolanos que estudam e trabalham em Portugal, assim enriquecendo” o “tecido social e cultural” do país.

Sobre a língua portuguesa, Ferro Rodrigues afirmou que a “literatura de Agostinho Neto, de José Luandino Vieira (Prémio Camões em 2006), de José Eduardo Agualusa, de Pepetela, mas também a que circula nos meios de comunicação social, faz com que as sete horas de voo de Lisboa a Luanda sejam segundos na Internet”.

“Hoje, a CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa] é uma realidade reconhecida pela comunidade internacional. Tem uma capacidade multiplicadora que é do nosso interesse promover: a de nos projetar na comunidade internacional, com uma voz e interesses próprios. Podemos fazê-lo a nível dos Governos, mas devemos também fazê-lo entre parlamentos”, disse, reiterando “pleno apoio a que Luanda seja a sede do Secretariado da Assembleia Parlamentar da CPLP”.

O presidente da Assembleia da República desejou ainda que “o Programa Estratégico de Cooperação, assinado em setembro e que tem como horizonte temporal 2022, seja coroado de êxito”, assim como o “Programa de Cooperação com a Assembleia Nacional de Angola”, que vigora até ao final de 2018.

HPG // VAM

By Impala News / Lusa

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