Federação sindical da UGT critica anúncios da ministra da tutela sem negociação

A Federação Sindical da Administração Pública (FESAP) criticou hoje a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública por anunciar em entrevista matérias importantes para os trabalhadores do setor em vez de as negociar com os respetivos sindicatos.

Federação sindical da UGT critica anúncios da ministra da tutela sem negociação

Federação sindical da UGT critica anúncios da ministra da tutela sem negociação

A Federação Sindical da Administração Pública (FESAP) criticou hoje a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública por anunciar em entrevista matérias importantes para os trabalhadores do setor em vez de as negociar com os respetivos sindicatos.

“Manifestamos uma enormíssima preocupação pela forma como a ministra da tutela trata a negociação coletiva, anunciando à comunicação social matérias determinantes para os trabalhadores, que têm de ser negociadas com os seus sindicatos, como o sistema de avaliação, a tabela remuneratória, as carreiras ou a ADSE”, disse à agência Lusa o secretário-geral da FESAP, José Abraão.

A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, disse numa entrevista à agência Lusa, que o Governo está a avaliar “várias soluções” para rever a tabela remuneratória da função pública que passam por “alongá-la” ou alterar os momentos de entrada em cada carreira.

Na entrevista, concedida a propósito da reunião informal de ministros da Administração Pública da União Europeia (UE) que se realiza na terça-feira, em Lisboa, no quadro da Presidência Portuguesa do Conselho da UE, Alexandra Leitão revelou também que a nova tabela de preços e comparticipações da ADSE só entrará em vigor em setembro e não em julho, como estava previsto, devido à necessidade de adaptação dos ‘softwares’ da ADSE e dos prestadores de serviços.

“A Administração Pública não pode continuar a ser gerida por anúncios, que são fatores de desestabilização dos serviços e dos trabalhadores”, afirmou, a propósito, José Abraão, lamentando o novo adiamento da entrada em vigor das novas tabelas da ADSE.

Segundo o sindicalista, as novas tabelas são vantajosas para os beneficiários da ADSE, por isso estes vão perder dinheiro com o adiamento.

Relativamente à Tabela Remuneratória Única (TRU), o Líder da FESAP defendeu que ela não pode ser discutida, sem a revisão das carreiras e do Sistema de Avaliação de Desempenho da Administração Pública (SIADAP), que, segundo a ministra da tutela, está a ser trabalhado com o Ministério das Finanças.

“O Governo está a gerir o processo de revisão do SIADAP de forma pouco séria, não tendo ainda sido capaz de apresentar uma proposta concreta sobre o tema, numa altura em que urge resolver os problemas relacionados com a ausência de avaliação de muitos trabalhadores”, acusou José Abraão, lembrando que as negociações desta matéria estão paradas há dois meses.

O sindicalista manifestou esperança de que a reunião informal de ministros da Administração Pública da União Europeia (UE), na terça-feira, influencie a ministra portuguesa de modo a acabar com as quotas.

“Somos dos poucos países da UE com um sistema de avaliação na Administração Pública com quotas, que são uma grande injustiça”, disse.

RRA (DF) // EA

By Impala News / Lusa

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