FAO investe meio milhão de euros em Cabo Verde para levar água a 120 famílias

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) vai financiar Cabo Verde com mais de meio milhão de euros em dois projetos para mobilização de água para agricultura, prevendo beneficiar 120 famílias afetadas pela seca.

FAO investe meio milhão de euros em Cabo Verde para levar água a 120 famílias

FAO investe meio milhão de euros em Cabo Verde para levar água a 120 famílias

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) vai financiar Cabo Verde com mais de meio milhão de euros em dois projetos para mobilização de água para agricultura, prevendo beneficiar 120 famílias afetadas pela seca.

Segundo a FAO, que hoje assina, na Praia, o acordo para os dois projetos com o Ministério da Agricultura e Ambiente, “face aos desafios colocados pela escassez de água e à pandemia da covid-19”, o Governo de Cabo Verde “preparou um plano de resposta”, apoiado por aquela agência das Nações Unidas.

“Incluindo garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias que vivem em condições de pobreza e pobreza extrema. Tal passa por um denominador comum: a água. Seja pela sua mobilização e distribuição para a agricultura e a pecuária, seja pelo abastecimento de água potável para a população, tendo sempre em conta a sua gestão eficiente”, sublinha a representação da FAO, numa nota enviada à Lusa.

Cabo Verde enfrenta uma seca prolongada, há mais de três anos, tendo o Governo desenvolvido vários projetos para mobilizar água de forma alternativa.

Neste acordo, o primeiro projeto, denominado de “Gestão da Água para uma Agricultura Resiliente e Sustentável e em Resposta à covid-19”, terá a duração de dois anos, até dezembro de 2022, envolvendo um investimento da FAO, que também o executa, de 455 mil dólares (375 mil euros) para apoiar 80 famílias, num total de 344 pessoas.

Pretende proteger de “forma sustentável” a segurança alimentar e nutricional das populações vulneráveis e sensíveis ao clima e reforçar a subsistência das populações através da mobilização de recursos e de uma “gestão eficiente”.

O segundo projeto alvo de acordo a assinar hoje, e que também será financiado e executado pela FAO, abrange o apoio ao domínio das realizações no desenvolvimento da utilização segura das águas residuais na agricultura e na silvicultura.

Terá a duração prevista de um ano, até janeiro de 2022, está orçamentado em 163 mil dólares (135 mil euros) e prevê alcançar 40 famílias nas ilhas de São Vicente e de Santiago, num total de 160 pessoas, para “aumentar e estabilizar o rendimento agrícola da população rural” através da “reutilização sistemática das águas residuais tratadas com segurança na agricultura e na agro-florestação”, além de “melhorar os sistemas de irrigação” utilizando essas águas residuais tratadas no Tarrafal e no Mindelo, “para apoiar a subsistência rural”.

Neste caso, trata-se da extensão de outro projeto implementado através da construção e estabelecimento de dois locais para o tratamento e utilização segura de águas residuais, sendo um no Tarrafal (Santiago) e outro no Mindelo (São Vicente), pelo que o novo projeto “visa operacionalizar o trabalho desenvolvido anteriormente”, explica a FAO.

PVJ // VM

By Impala News / Lusa

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