Exército deu prioridade aos paióis de Santa Margarida mas ainda faltam obras

O Exército tem “em andamento” um projeto para obras de 1,2 milhões de euros visando reforçar as condições de segurança das instalações de Santa Margarida.

Exército deu prioridade aos paióis de Santa Margarida mas ainda faltam obras

Exército deu prioridade aos paióis de Santa Margarida mas ainda faltam obras

O Exército tem “em andamento” um projeto para obras de 1,2 milhões de euros visando reforçar as condições de segurança das instalações de Santa Margarida.

Lisboa, 27 jun 2019 (Lusa) — O Exército tem “em andamento” um projeto para obras de 1,2 milhões de euros visando reforçar as condições de segurança das instalações de Santa Margarida, depois dos trabalhos prioritários decididos após o furto de Tancos e já executados.

De acordo com dados fornecidos pelo ramo à Lusa, o valor global previsto para obras de reforço da segurança nas instalações do campo militar de Santa Margarida – para onde foi transferida a maioria do material armazenado nos paióis de Tancos após o furto de há dois anos – foi de 4,446 milhões de euros.

Deste valor, faltam ainda executar 1,2 milhões de euros relativos a obras no terreno para o reforço de “demais condições de segurança das instalações com menor grau de prioridade face às obras anteriores”.

Em concreto, o montante refere-se ao projeto, cujo processo “está em andamento”, para reforçar as condições do terreno, atravessado por linhas de água, visando precaver “aluimentos” e garantir a manutenção das estruturas, segundo a porta-voz do Exército, major Elisabete Silva.

Quanto ao futuro das instalações de Tancos, esvaziadas e desativadas, o chefe do Estado-Maior do Exército, general Nunes da Fonseca, “continua a considerar os PNT [Paióis Nacionais de Tancos] como infraestruturas válidas de depósito do Exército”, contrariando uma intenção do seu antecessor, Rovisco Duarte, que admitia na altura converter as instalações num campo militar.

Assim, a vigilância e a manutenção das instalações “estão a ser garantidas, com menos efetivos”, com o objetivo de evitar situações eventuais de vandalismo até que se decida o futuro a dar aos paióis, disse.

O plano de investimentos em obras nas instalações militares de Santa Margarida, para onde foi deslocada a maioria do material militar armazenado em Tancos, foi decidido pelo anterior CEME, Rovisco Duarte, após o furto.

Antes do furto, em 2016, os paióis de Tancos tinham sofrido apenas algumas obras para a reconstrução da vedação periférica exterior numa parte do perímetro poente e reparações gerais em vários paióis.

O furto do material militar, entre granadas, explosivos e munições, dos paióis de Tancos, foi noticiado em 29 de junho de 2017 e parte do equipamento foi recuperado quatro meses depois.

Como já ficara claro no relatório do Ministério da Defesa sobre o furto, foram evidenciadas, nas muitas horas de audições na comissão de inquérito que decorreu no parlamento, falhas de segurança nos paióis de Tancos, quer a nível das instalações, quer na falta de efetivos.

Nas audições parlamentares, os militares falaram de falhas no sistema de comunicações, na videovigilância, que deixou de existir a partir de 2006, de buracos nas redes de segurança e até de cabras a pastar junto aos paióis.

SF (NS) // SR

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS