Exército alemão pede desculpas por publicar foto de farda nazi no Instagram

O Exército alemão pediu hoje desculpas por ter publicado na terça-feira, na rede social Instagram, uma foto da farda das ‘Wehrmacht’, as forças armadas do regime nazi, enfeitada com cruzes de ferro e suásticas.

Exército alemão pede desculpas por publicar foto de farda nazi no Instagram

Exército alemão pede desculpas por publicar foto de farda nazi no Instagram

O Exército alemão pediu hoje desculpas por ter publicado na terça-feira, na rede social Instagram, uma foto da farda das ‘Wehrmacht’, as forças armadas do regime nazi, enfeitada com cruzes de ferro e suásticas.

O atual Exército alemão, o ‘Bundeswehr’, publicou a fotografia na sua conta oficial do Instagram com o comentário “Retro”, apresentando uma farda das ‘Wehrmacht’.

A fotografia, tirada no Museu de História Militar de Dresden (no leste da Alemanha) e sobre a qual estava escrito o comentário “ainda hoje o estilo militar é alta costura”, foi vista pelo jornal diário Bild, antes de ser retirada da rede social.

O exército e o Ministério da Defesa da Alemanha pediram desculpas pelo “erro inaceitável”, alegando que a foto foi publicada por engano e que fazia parte de um estudo fotográfico sobre “a influência militar na moda”.

“O extremismo é absolutamente proibido no ‘Bundeswehr’ em todas as suas formas”, garantiram o exército e o ministério numa mensagem comum publicada nas redes Instagram, Facebook e Twitter.

O ‘Bundeswehr’ foi criado em 1955, em rutura com as ‘Wehrmacht’, conjunto das forças armadas da Alemanha durante o Terceiro Reich – entre 1935 e 1945 – e que abrangia o Exército, a Marinha de Guerra, a Força Aérea e tropas das Waffen-SS.

Em 2018, a então ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, admoestou o ‘Bundeswehr’ depois de saber que capacetes e outros materiais da época nazi estavam expostos num quartel.

Na altura, Ursula von der Leyen, agora presidente da Comissão Europeia, também ordenou que os quartéis que ainda mantinham o nome de oficiais das ‘Wehrmacht’, como Edwin Rommel, fossem rebatizados.

PMC // ANP

By Impala News / Lusa

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