Evo Morales descarta negociações políticas com oposição apesar da tensão na Bolívia

O Presidente boliviano descartou “qualquer negociação política” com a oposição, que contesta os resultados das eleições presidenciais de 20 de outubro, apesar das tensões no país.

Evo Morales descarta negociações políticas com oposição apesar da tensão na Bolívia

Evo Morales descarta negociações políticas com oposição apesar da tensão na Bolívia

O Presidente boliviano descartou “qualquer negociação política” com a oposição, que contesta os resultados das eleições presidenciais de 20 de outubro, apesar das tensões no país.

La Paz, Bolívia, 27 out 2019 (Lusa) – O Presidente boliviano descartou no sábado “qualquer negociação política” com a oposição, que contesta os resultados das eleições presidenciais de 20 de outubro, e excluiu qualquer possibilidade de uma segunda volta, apesar das tensões no país.

“Aqui não há negociação política, aqui respeitamos a Constituição e respeitamos o partido que venceu as últimas eleições”, disse Evo Morales, de 60 anos, no poder desde 2006, enquanto a contestação continua em várias partes do país.

As declarações do chefe de Estado foram realizadas em Cochabamba, no centro do país. A reeleição de MOrales na primeira volta é oficial desde a proclamação dos resultados finais de sexta-feira, imediatamente contestadas pelo principal adversário, Carlos Mesa.

Mesa rejeitou a contagem final e denunciou o que considera ser uma “fraude eleitoral” que está a “violar a vontade do povo”, continuando a exigir uma segunda volta, um pedido apoiado pela União Europeia, Estados Unidos, Organização dos Estados Americanos (OEA), Colômbia e Argentina.

O adversário de Morales prometeu ainda que as manifestações, que começaram na noite das eleições, se intensificarão a partir de segunda-feira.

Milhares de pessoas continuaram no sábado a invadir as ruas das principais cidades do país, cortando o tráfego e agitando bandeiras nacionais.

Em La Paz e Santa Cruz, capital económica do país e reduto da oposição que se tornou o centro nervoso de todos os protestos, os bolivianos invadiram supermercados para garantirem provisões, num momento em que aqueles espaços comerciais estão sujeitos a horário parcial de funcionamento após a greve iniciada na quarta-feira.

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By Impala News / Lusa

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