EUA/Eleições: Na capital vota-se “sem pressas” e sem filas

No centro da capital dos Estados Unidos apoiantes de ambos os candidatos presidenciais votam “sem pressas” e em assembleias de voto com poucas filas da parte da tarde.

EUA/Eleições: Na capital vota-se

EUA/Eleições: Na capital vota-se “sem pressas” e sem filas

No centro da capital dos Estados Unidos apoiantes de ambos os candidatos presidenciais votam “sem pressas” e em assembleias de voto com poucas filas da parte da tarde.

Washington, Estados Unidos, (EUA), 03 nov 2020 (Lusa) – No centro da capital dos Estados Unidos apoiantes de ambos os candidatos presidenciais votam “sem pressas” e em assembleias de voto com poucas filas da parte da tarde, quando faltam menos de quatro horas para o encerramento das urnas.

“Aqui votamos calmamente, na última hora passaram aqui pouco mais de cem pessoas, o que até é muito, tomando em conta de que muita gente desta zona da cidade já votou por correio ou através do voto antecipado”, disse à Lusa Barnard Greenleaf, apoiante do candidato do Partido Democrata, Joe Biden, da zona de Shaw.

Frente à assembleia de voto a funcionar no Kennedy Recreation Center, os residentes mais velhos recordam que no dia em que o reverendo Martim Luther King Jr foi assassinado (04 de abril de 1968) em Menphis, os residentes afro-americanos de Shaw, Washington D.C., revoltaram-se tendo ocorrido vários incêndios e violentos confrontos com a polícia.

“A zona de Shaw é muito rica historicamente. Os mais velhos vivem aqui há muito tempo mas nos últimos tempos vieram para cá muitas pessoas novas, sobretudo estudantes”, acrescenta Greenleaf recordando que a candidata democrata à vice-Presidência Kamala Harris estudou na Universidade de Howard, cujo polo fica a menos de um quilómetro do centro de votação.

A rua 07 NW e a avenida Georgia é habitada por uma “forte comunidade negra” com “consciência política e muito mobilizada”, acrescenta o apoiante do Partido Democrata referindo-se aos estudantes que vivem em Shaw e em particular a Kamala Harris “que se formou na Howard” e que esteve hoje em Detroit, Michigan, num ato de campanha final que não foi anunciado previamente.

Até ao momento, apesar da crise sanitária, a nível nacional votaram 102 milhões de norte-americanos mas os números só vão ficar a conhecer-se mais tarde, sendo que os dados disponíveis registam uma participação elevada em relação a presidenciais anteriores.

Às 16:45 locais (21:45 em Lisboa) no centro da capital dos Estados Unidos as filas não são extensas e há mesmo assembleias de voto em que não é preciso esperar para exercer o direito de voto.

Sem que haja uma explicação oficial das autoridades policiais, as medidas de segurança na capital foram visivelmente reforçadas, estando vedada a circulação nos jardins da Casa Branca onde Donald Trump vai previsivelmente permanecer até ao fecho das urnas.

A campanha do Partido Republicano não divulgou até ao momento qualquer outro ponto da cidade para onde o Presidente dos Estados Unidos possa vir a estar presente após o fecho da votação, às 20:00 locais (01:00 de quarta-feira em Lisboa).

Donald Trump disse hoje em entrevista à estação de televisão Fox que não vai fazer qualquer declaração de vitória antecipada mas mostrou-se confiante nos resultados apesar das sondagens que têm indicado nos últimos meses uma clara vantagem do candidato democrata, Joe Biden, ex-vice-Presidente da administração de Barack Obama.

Os democratas de Shaw vão manter-se frente ao Kennedy Recreation Center até ao fecho das urnas e esperam que “os últimos quatro anos” cheguem “finalmente ao fim”.

“Espero que tudo corra bem. Mas, quanto ao ‘senhor’ Trump, Deus o abençoe”, ironiza o eleitor demorata Barnard Greenleaf, em campanha até ao último minuto na capital dos Estados Unidos.

PSP // EL

By Impala News / Lusa

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