EUA expressam condolências após “dia triste” marcado pelo tiroteio em Paris

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, apresentou hoje as “mais profundas condolências”, após o ataque perto de um centro cultural curdo em Paris, onde um homem matou três pessoas, incidente que desencadeou manifestações nas ruas da capital francesa.

EUA expressam condolências após

EUA expressam condolências após “dia triste” marcado pelo tiroteio em Paris

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, apresentou hoje as “mais profundas condolências”, após o ataque perto de um centro cultural curdo em Paris, onde um homem matou três pessoas, incidente que desencadeou manifestações nas ruas da capital francesa.

“Apresento as minhas mais sinceras condolências às vítimas do ataque a um centro cultural curdo em Paris. Os meus pensamentos estão com os membros da comunidade curda e os franceses neste dia triste”, sublinhou, através da rede social Twitter.

Um cidadão francês de 69 anos, com antecedentes criminais por ataques racistas e que tinha saído da prisão no dia 11 deste mês, depois de ter atacado um acampamento de imigrantes, foi o autor do assassínio hoje de três curdos nas imediações de um centro cultural daquela comunidade na capital francesa, num tiroteio que também fez três feridos.

Um dos feridos encontra-se em estado crítico, segundo as autoridades.

O autor do massacre, um ferroviário reformado, tinha acesso a armas por fazer parte de um clube desportivo de tiro e não pertencia a qualquer grupo de extrema-direita, indicou o ministro do Interior francês.

“Os curdos de França foram alvo de um odioso ataque no coração de Paris. Os meus pensamentos estão com as vítimas, com as pessoas que lutam por sobreviver, as suas famílias e amigos”, indicou na rede social Twitter o Presidente da República francês, Emmanuel Macron, prestando homenagem às forças de segurança “pela sua coragem e o seu sangue-frio”.

O ataque provocou uma grande comoção na comunidade curda de França, que se prepara para assinalar o 10.º aniversário do assassínio de três dos seus ativistas, a 10 de janeiro de 2013, por um radical turco que os executou com um tiro na nuca.

Esse crime ocorreu muito perto da rua Enghien, no central 10.º bairro de Paris, em que está muito arreigada a comunidade curda da cidade e onde se situa o centro cultural que foi cenário do massacre de hoje.

O ataque desencadeou protestos por parte da comunidade curda junto, forçando a polícia francesa a utilizar gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.

Os incidentes começaram quando a multidão se deparou com um cordão de agentes policiais que protegiam o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, que ali se deslocou para avaliar o andamento da investigação e dirigir-se à imprensa.

O ministro do Interior francês indicou que os seus serviços não tinham identificado uma ameaça particular contra aquela comunidade, mas anunciou que reforçará a segurança nos seus centros enquanto a situação é analisada.

Disse também que o autor do tiroteio não estava sinalizado por radicalização, embora tenha confirmado que tinha antecedentes criminais por atos racistas.

Hoje ferido durante a sua detenção, o autor do tiroteio com três vítimas mortais será interrogado nas próximas horas para tentar apurar o móbil do seu crime.

A Procuradoria Antiterrorista aguarda esse interrogatório para determinar se se tratou ou não de um atentado terrorista.

Por enquanto, a investigação centra-se nos crimes de homicídio, tentativa de homicídio, violência voluntária e violação da legislação de porte de armas, indicou a procuradora do ministério público de Paris, Laure Beccau, que também se dirigiu ao local do ataque.

DMC (ANC) // RBF

By Impala News / Lusa

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