EUA alargam restrições às exportações para a Rússia

Os Estados Unidos anunciaram hoje o alargamento das restrições às exportações para a Rússia no âmbito do caso do envenenamento do líder da oposição russa, Alexei Navalny, cuja responsabilidade Washington atribui a Moscovo.

EUA alargam restrições às exportações para a Rússia

EUA alargam restrições às exportações para a Rússia

Os Estados Unidos anunciaram hoje o alargamento das restrições às exportações para a Rússia no âmbito do caso do envenenamento do líder da oposição russa, Alexei Navalny, cuja responsabilidade Washington atribui a Moscovo.

O Departamento do Comércio norte-americano não adiantou pormenores sobre as novas restrições, limitando-se a indicar, num curto comunicado, que complementam as anunciadas a 02 deste mês.

Na ocasião, os Estados Unidos aplicaram sanções financeiras a sete altos responsáveis russos, entre eles Alexander Bortnikov, “patrão” dos serviços secretos da Rússia (FSB), que consistem sobretudo no congelamento de bens em território norte-americano.

Por seu lado, o gabinete da indústria e da segurança (BIS) do Departamento do Comércio norte-americano acrescentou 14 nomes à “lista de entidades”, ferramenta utilizada pelos Estados Unidos para restringir a exportação, reexportação e transferência de produtos para determinados países, quando considera que estes estão envolvidos em atividades contrárias à segurança nacional ou aos interesses da política externa de Washington.

Os requisitos de licenciamento adicionais aplicam-se às exportações.

“Ao utilizar agentes neurotóxicos ilegais contra dissidentes, tanto dentro como fora das suas fronteiras, o governo russo agiu em flagrante violação dos seus compromissos ligados à Convenção de Armas Químicas e colocou diretamente os seus próprios cidadãos e os de outros países em perigo de morte”, indicou o Departamento de Comércio.

“O Departamento do Comércio está empenhado em evitar que a Rússia aceda a tecnologias norte-americanas sensíveis que possam ser desviadas para atividades maliciosas com armas químicas”, acrescentou.

Navalny, opositor do Kremlin, voltou à Rússia em meados de janeiro após vários meses de convalescença na Alemanha, onde recuperou de um envenenamento pelo qual acusa o Kremlin e o FSB, foi preso à chegada, a 17 de janeiro, e depois condenado a uma pena de prisão de dois anos no início de fevereiro. 

Por todo o país, várias têm sido as manifestações para exigir a libertação de Navalny, num contexto mais amplo de descontentamento com a queda dos padrões de vida. 

Os protestos contra a política do Presidente russo, Vladimir Putin, já levaram à detenção de mais de 10.000 pessoas, a grande maioria delas condenada a curtas penas de prisão.

A extensão da repressão foi denunciada por países europeus e pelos Estados Unidos, mas também por muitas organizações não governamentais e por parte da imprensa russa.

 

JSD // ANP

By Impala News / Lusa

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