Estados Unidos mantêm oferta de diálogo com Irão para retomar pacto nuclear de 2015

A oferta dos Estados Unidos de diálogo com o Irão para restabelecer o pacto nuclear de 2015 “ainda está de pé”, aguardando resposta de Teerão, avançou hoje Jake Sullivan, conselheiro de segurança nacional do presidente norte-americano Joe Biden.

Estados Unidos mantêm oferta de diálogo com Irão para retomar pacto nuclear de 2015

Estados Unidos mantêm oferta de diálogo com Irão para retomar pacto nuclear de 2015

A oferta dos Estados Unidos de diálogo com o Irão para restabelecer o pacto nuclear de 2015 “ainda está de pé”, aguardando resposta de Teerão, avançou hoje Jake Sullivan, conselheiro de segurança nacional do presidente norte-americano Joe Biden.

Jake Sullivan disse que Biden está, em primeiro lugar, “determinado a impedir que o Irão consiga uma arma nuclear”, mas ao mesmo tempo considera que “uma diplomacia firme e clara é a melhor maneira de o fazer”.

“E para isso está disposto a sentar-se à mesa para conversar com os iranianos sobre como podemos voltar a impor restrições estritas ao seu programa nuclear. Essa oferta continua de pé, porque acreditamos que a diplomacia é a melhor maneira de o fazer”, declarou o conselheiro de segurança nacional do presidente do Estados Unidos, no programa “Face the Nation” da CBS News.

Jake Sullivan referiu que “o Irão ainda não respondeu, mas o que aconteceu como resultado é que o guião foi invertido”.

“Agora é o Irão que está diplomaticamente isolado, não os Estados Unidos. E a bola está do seu lado”, acrescentou o conselheiro.

A União Europeia, que coordena o Plano de Ação Abrangente Comum (JCPOA), quer convidar os Estados Unidos para uma reunião informal com o Irão e os demais signatários do acordo (Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha), para discutir um roteiro.

“Estamos a rever a proposta e a consultar outros parceiros, China e Rússia, mas acreditamos que o regresso dos Estados Unidos ao JCPOA e o levantamento das sanções não requerem negociações”, disse o vice-chanceler iraniano e negociador nuclear, Abás Araqchí.

O JCPOA foi assinado em 2015, entre o Irão e seis grandes potências (China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha), para limitar o programa atómico iraniano em troca de isenção de sanções internacionais.

O acordo ficou muito fragilizado desde que Donald Trump retirou Washington em 2018 antes de restabelecer sanções económicas.

Em resposta, Teerão foi gradualmente abandonando a maioria dos compromissos assumidos no acordo e planeou limitar as inspeções internacionais de locais mais sensíveis relacionados à energia nuclear.

De acordo com o conselheiro Sullivan, Washington pretende comunicar “diretamente” com o Irão sobre a detenção de cidadãos norte-americanos naquele país, classificando a situação como uma “indignação absoluta e total” e uma “catástrofe humanitária”.

“Começamos a comunicar com os iranianos sobre esta questão”, informou o conselheiro, prevendo que o Irão continuará a fazê-lo à medida que avançarem, mas admitindo que a mensagem será de que não aceitará “uma proposta de longo prazo”.

“Será uma prioridade importante desta administração conseguir que os cidadãos americanos voltem para casa sãos e salvos”, afirmou Sullivan.

Na sexta-feira, a Rússia considerou positivos os primeiros gestos do novo Governo norte-americano em relação ao Irão e ao relançamento do acordo nuclear de 2015, do qual os Estados Unidos se haviam retirado por iniciativa de Donald Trump.

 

SSM (CSR) // MAG

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS