Estado de emergência na Tunísia prolongado por mais um mês

A Presidência da República tunisina anunciou hoje o prolongamento por um mês do estado de emergência em vigor no país desde o ataque ‘jihadista’ de 2015 contra um autocarro da guarda presidencial que fez 12 mortos.

Estado de emergência na Tunísia prolongado por mais um mês

Estado de emergência na Tunísia prolongado por mais um mês

A Presidência da República tunisina anunciou hoje o prolongamento por um mês do estado de emergência em vigor no país desde o ataque ‘jihadista’ de 2015 contra um autocarro da guarda presidencial que fez 12 mortos.

O chefe de Estado, Béji Caïd Essebsi, “decidiu prolongar o estado de emergência por um mês, a partir de 07 de dezembro até 05 de janeiro, após concertações com o chefe do Governo e o presidente da Assembleia dos Representantes do Povo”, indicou a Presidência num breve comunicado.

Esta decisão surge num clima político tenso devido à aproximação das eleições legislativas e presidenciais marcadas para 2019, e cinco semanas após um atentado suicida que visou uma patrulha da polícia no centro de Tunes, fazendo 26 feridos.

O estado de emergência dá às forças da ordem poderes excecionais, permitindo-lhes, por exemplo, proibir greves e reuniões “destinadas a provocar a desordem” ou ainda a adoção de medidas “para garantir o controlo da imprensa”.

“O prolongamento do estado de emergência terá impacto nas liberdades e no clima democrático na Tunísia”, considerou o politólogo Slahedinne Jourchi, para quem esta medida é “uma exceção que corre o risco de se tornar uma regra”.

O estado de emergência foi reinstaurado a 24 de novembro de 2015, na noite do atentado perpetrado em plena Tunes contra um autocarro da segurança presidencial que matou 12 agentes e foi reivindicado pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI).

O ano de 2015 ficou também marcado por outros dois atentados sangrentos do EI contra turistas no museu do Bardo, na capital, e numa turística de Sousse, no leste do país, que fizeram um total de 60 mortos (59 turistas e um polícia).

A atual instabilidade política na Tunísia preocupa muitos observadores, porque o país continua fragilizado, apesar de uma retoma do crescimento, por um nível de desemprego e de inflação que exacerbam as tensões sociais, quase oito anos após a revolução.

ANC // EL

By Impala News / Lusa

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